jeiza-recorde-audiencia-capa

“A Força do Querer” bate recorde de audiência e nem nós estamos acreditando na notícia

Ok, reconhecemos que “A Força do Querer” é uma novela legal, a gente vibra com Jeiza (Paolla Oliveira) policial falando grosso para mostrar que é uma mulher num ambiente masculino, curtimos Bibi (Juliana Paes) sendo feita de trouxa mais que a gente e até tentamos suportar Ritinha (Isis Valverde) sendo completamente louca e destruidora de lares, mas a notícia sobre a audiência do capítulo de ontem (22/05) de “A Força do Querer” é de surpreender até os mais otimistas.

Segundo informações do Ibope, o capítulo de ontem ficou com 36,4 pontos de média na audiência. Para se ter uma ideia de como esse número é alto, basta ver as novelas anteriores. A única vez que “A Lei do Amor” deu mais que isso foi em seu último capítulo, e já “Velho Chico” NUNCA chegou perto dessa marca.

Os números de audiência de “A Força do Querer” surpreendem também no geral. Excluindo aos sábados, que a audiência é sempre menor, em nenhum dia da semana da novela o capítulo fica abaixo dos 30 pontos de média, que é a meta da emissora.

O mais surpreendente foi saber que a audiência recorde veio num capítulo apenas normal. O que aconteceu de mais chamativo foi Jeiza policial que fala grosso interceptando drogas que estavam sendo carregadas num caminhão com batatas, e aí ela levou o marido de Bibi para a cadeia depois da desculpa mais esfarrapada do mundo (Jeiza não pensou em simplesmente perguntar para qualquer pessoa do ônibus se o cara tava ali desde o começo para ter certeza de sua intuição?).

Parabéns, Glorinha!

Fábio Garcia

Eu só faço a contabilidade

Você pode gostar...

Comenta Aí!

26 Resultados

  1. Um Noveleiro disse:

    Como falaram, A Força do Querer está longe de ser extraordinária. Mas essa admiração toda vem por causa dos quatro embustes das nove anteriores. É uma coisa que dá vontade de assistir. AFDQ é aquela novela com cara de novela que todo mundo tava esperando. Por mais absurda que possa parecer uma ou outra situação, mas é uma coisa que a gente senta no sofá sem sentir sono .

  2. José disse:

    Gente, uma análise:

    A Força do Querer não é um fenômeno nem está reinventando a roda. É apenas uma boa novela das 21h que está sendo aprovada pelo público. Parece absurdo, bizarro que ela faça sucesso porque na cabeça de vocês era IMPOSSÍVEL uma novela dessa faixa voltar a agradar depois de sucessivos fracassos (e vcs aí culpando a Netflix, a TV a cabo etc etc). Eu disse e repetia que não tinha necessidade de se abaixar a meta do horário de 35 pontos porque o problema não estava no horário e sim nas tramas apresentadas. O horário das 18h e das 19h vão muito bem obrigados há eras, a Malhação e o Vale a Pena Ver de Novo tb. Por que o público supostamente teria desistido de ver só a novela das 21h? Falta de história boa. Vamos combinar, NINGUÉM merece A Lei do Amor, A Regra do Jogo, Velho Chico, Babilônia e Em Família…

    Pensem comigo: A Força do Querer está com uns números similares aos de Amor à Vida e Império. Alguém ficava chocado ou achava essas novelas fenômenos? Não. Elas estavam apenas cumprindo seus papéis. Se Babilônia não tivesse derrubado em praticamente 10 pontos a média do horário, tivesse dado a mesma audiência que A Força do Querer dá hoje, teria sido mais uma novela das 21h normal.

    Sobre a história contada: Glória Perez, salvo o reboot do núcleo da Yvone psicopata destruindo a família Cadore, está LONGE de estar sendo repetitiva. Essa é a primeira novela dela em anos que não gira em torno de uma mocinha de outra cultura apaixonada por um homem mas tendo que se casar com outro ou de uma mocinha pobre de coração bão que tenta a sorte fora do país e passa a sofrer que nem uma condenada. A novela é brazuca mesmo, tem uma direção eficiente, poucos personagens, a maioria tem carisma, não são pedras frias que nem as Reginas e as Helôs, e o fato de ter três protagonistas fortes ajuda as pessoas a terem um elo, uma ligação por cada personagem que lhe melhor convém. Eu acho a Ritinha meio chatinha, mas é porque Jeiza e Bibi têm tramas muito mais interessantes (e finalmente a Paolla Oliveira faz uma mocinha que agrada o público).

    Longe da Glória estar se amarrando em casais pra agradar as shippadoras pra nortear sua história, muito pelo contrário. Todo mundo quer a felicidade da Bibi e que ela se livre do marido embuste, todo mundo quer a Silvana se livrando do vício em jogatina, todo mundo quer ver a Ivana se descobrindo no mundo e sendo feliz com o próprio corpo, todo mundo quer que a Irene seja punida… as mulheres norteiam a trama repleta de homens fracos. E o melhor é que não tem um casal protagonista clichê e óbvio: a Jeiza pode terminar com o Zeca ou o Caio, a Bibi com o Caio ou o Rubinho, a Ritinha com o Zeca ou o Ruy, o Ruy com a Cibele ou a Ritinha, e por aí vai…

    Enfim, a novela está ótima. Como eu sempre disse: era só fazer uma história boa que a audiência voltava. E voltou. Ah, e vocês reclamam demais.

    • osnar disse:

      comentário perfeito! Esqueceu de dizer que Glória está fazendo até evangélicos xiitas torcerem por Ivana! Enquanto outros tem que “curar” personagens gays! Né brinquedo não!

      • José disse:

        Eu não sou conservador, muito pelo contrário, pra mim tinha era que ter diversidade mesmo, toda novela cheio de personagens LGBT agindo naturalmente como pessoas normais porque olha só que incrível: SOMOS PESSOAS NORMAIS!

        Mas infelizmente eu tenho que concordar com o Aguinaldo Silva em uma coisa: tem que ter MUITA, mas MUITA cautela ao se abordar LGBT em novela, ainda mais no Brasil de Bolsonaros atual, que geralmente só gosta de gay como alívio cômico se for bem afetado, tipo o Crô (e convenhamos que muito do amor do público pelo Félix saiu do senso de humor e dos trejeitos afetados dele). O público queria o final feliz do Félix e do Carneirinho porque construíram uma história de amor muito bonita, delicada, sensível, com o Carneirinho sofrendo que nem uma mocinha tradicional (enquanto a Paloma e o Bruno eram insossos e chatos), e o Félix, já redimido de suas maldades, virou praticamente o herói da novela, querendo destruir a vilã Aline, ou provar pro Carneirinho que ele era enganado pelo Eron e pela Vacarilys… fora que o Félix sofria porque amava o pai e era muito maltratado, rejeitado, os discursos do César eram cruéis, ele era hipócrita por criticar homossexualidade mas trair a mulher com uma periguete, tb desviar dinheiro do hospital, etc etc

        Em A Força do Querer, a história se repete: Ivana é uma personagem absolutamente adorável, carismática, bem defendida, e a gente se compadece da tristeza dela, algo é real, angustiante, a gente vê que ela tenta se entender, mas não consegue, o texto está muito sensível e a gente sabe que ela se sente um lixo usando vestidos e salto alto. É bem diferente de Babilônia começar enfiando os dois pés no peito do público conservador com um beijo 100% gratuito entre duas senhorinhas que não acrescentou nada ao folhetim… não havia ali um romance, um carisma, uma construção, uma torcida por elas, as pessoas simplesmente se sentiram “afrontadas”. É escroto isso? Muito, é claro que o beijo delas devia ser encarado com normalidade como qualquer beijo hétero, mas o Gilberto Braga esqueceu a sutileza em casa e isso, NA MINHA OPINIÃO, mais do que qualquer outra coisa comprometeu toda a audiência de Babilônia e levou a novela ladeira abaixo.

        • Leandro Peixoto de Melo disse:

          Concordo totalmente; os autores, mais do que provocar e “lacrar”, têm que confiar na empatia do público – inclusive do conservador – e tentar conquistá-la. Parecia que os autores de Babilônia tavam escrevendo só pra militância e pros próprios LGBTs e pensando “não quero mesmo a audiência desses preconceituosos”. Aí eles se sentem “obrigados” a esconder e/ou remover a homossexualidade da trama, e voltar com ela só na última cena do último capítulo, quando já não há mais risco de queda de audiência. Mas que bichas lacradoras hein

        • Rafa disse:

          Mimimi…. Esqueceu que a Globo está arrumando de todo os jeitos possíveis e imagináveis dar pauta no JN o que dá um gás pra novela também… mas convenhamos que a novela é boa, assistivel..Nem parece que é escrita pela mesma autora de Salve Jorge e Caminho das Índias

          • José disse:

            Ué, é claro que a Globo tá usando o jornalismo da casa pra tentar salvar o carro-chefe da emissora que é a novela das 21h
            Eles sabem muito bem que Babilônia afundou por causa dos personagens gays, sabem o chorume que tem em comentários em páginas tipo do Ego em qualquer notícia sobre Thammy Gretchen etc, aquela série de reportagens sobre transgênero no Fantástico não foram gratuitas e pré-aqueceram pra novela, pro público mais conservador entender os trans como pessoas normais, porque pra eles é só gay vestido de mulher pra se prostituir ou lésbica vestida de homem.

            O trabalho da Glória Perez está belíssimo, em todo caso.

          • Rafa disse:

            Melhor novela desde Amor a Vida.
            Sem mais

  3. Chris Freires disse:

    Pra mim a novela melhorzinha depois da febre Avenida Brasil era Império,agora é A Força do Querer,a novela é boa sim,não é extraordinária mas é boa e assistiveeel,A Lei do Flop por exemplo,nunca foi assistivel na minha opinião,sempre tive que aturar aquilo desda primeira fase.

  4. douglas disse:

    Essa novela é o retrato da decadência da dramaturgia e da própria Gloria. É só usar a fórmula + calsalzinho pra internet shipar e – humor e pronto. Consegue público. A força do querer não tem uma pano de fundo forte, uma “liga” entre as histórias que a Glória sempre fez muito bem em várias de suas novelas.

    E o “núcleo” cômico? Um muleque que faz cosplay (?). É sério isso? Tantos personagens icônicos na bagagem e é isso o máximo que ela consegue fazer hoje?

    Sem contar a “mocinha” que trai o noivo e ainda mente sobre a paternidade do filho pra segurar o amante. E isso ainda é passado como sinônimo de força, poder e o escambau.

    • osnar disse:

      se é tao facil fazer sucesso, pq Gilberto braga, Manoel carlos, JEC, Ricardo linhares, Maria adelaide, Vincent e silvio de abreu não conseguiram fazer com suas últimas novelas?

    • José disse:

      A liga entre as histórias vai acontecer quando a Bibi se tornar traficante e a Jeiza tentar prendê-la. Em meio a isso, a Ritinha será amiga da Bibi e rival da Jeiza por causa do Zeca (e pra piorar, a Jeiza ainda se envolverá com o Caio). Enfim, é uma ótima trama central, muito diferente e repleta de melodrama. Muito melhor do que o “casal que se separa com uma armação de falso flagrante de traição e se reencontra 20 anos depois”, que “norteava” a novela antecessora. É uma trama simples e boa, tipo Amor à Vida, Avenida Brasil, não tenta inventar a roda como A Regra do Jogo nem tenta focar em clichês sem graça como A Lei do Amor.

      O núcleo cômico não está no cosplay, inclusive o menino vai jogar o Jogo da Baleia Azul. O núcleo cômico talvez esteja na Edinalva e no Abel. Prefere o que? O posto da Salete? As merlozetes? O Cadinho e suas três mulheres? O Marcos Veras e o Igor Angeralguma coisa disputando a Juliana Alves? Passo…

      E a Ritinha não é a única mocinha da novela nem a primeira mocinha humana, que comete erros, da Glória Perez. A Jade trocou a filha dela por macho, a Sol entrava ilegal num país levando droga, a Morena tinha tido filho com 14 anos com um traficante e se prostituía na Turquia (mesmo que forçada), a Maya mentiu pro marido por meses sobre a paternidade do filho que ele criava… enfim, quer mocinha água com açúcar? Tem a insuportável da Anna em Novo Mundo ou a mala sem alça da Júlia em Rock Story.

      • douglas disse:

        Só reforçou meu ponto de que a novela não tem humor. E não, todos esses núcleos que vc citou foram ruins tbm. Prefiro os de qualquer outra novela da própria Glória (Salgadinho e Lucilene, Dona Jura, Seu Gomes etc).

        Essas questões da Jade e da Sol estão em contextos diferentes. Nem se compara. Pra mim é absurdo considerar Ritinha uma personagem do bem e “empoderada” e forte baseado nessas atitudes.

      • Iara disse:

        Eu não chamo a Ritinha de mocinha. Muito menos de antagonista. Ela é uma protagonista cheia de defeitos. É sonsa. De ingênua tem só o deslumbramento, pq para a maioria das coisas ela é tão safa (de saber se safar, não exatamente de safada) e interesseira quanto a mãe.
        Mas quem disse que protagonista não pode ser sonsa.
        Mas ela não representa empoderamento pra mim, pq ela é muito imatura. Não consigo ter simpatia e nem empatia com a personagem. Às vezes ela me dá pena.
        Eu queria que ela levasse uns tapas da vida (e da Jeiza kkk) para evoluir um pouco. Se a Glória não fizer isso, vou me decepcionar. Pq muita gente, acha que ser “afrontosa” como ela na vida é bom. E muitas vezes é falta de vivência, quando não de educação.

        • José disse:

          Podem ser contextos diferentes, mas TODAS as mocinhas da Glória Perez já cometeram atos bem abomináveis.

          Em todo caso, a Glória nunca deixou que a imprensa chamasse a Ritinha de mocinha ou vilã, falando que ela seria dúbia. Não acho que ela represente o empoderamento feminino, mas ela é apenas mais uma mulher forte em meio a homens fracos na novela. Ritinha, Bibi, Jeiza, Ivana, Joyce, Irene, Silvana, Cibele, Simone, Edinalva… elas é que coordenam a ação da novela, e não os homens. A protagonista da novela tem que ser sempre um poço de candura? Se ela fosse songa-monga do coração bão vcs reclamariam, agora que ela é humana e tem defeitos, reclamam tb. Como eu previa, a figura da heroína tradicional, politicamente correta, está centrada na Jeiza. E as pessoas estão torcendo muito mais pra ela do que pelas outras duas… a Bibi é passional e põe os pés pelas mãos por causa dessa paixão absurda pelo Rubinho (e isso vai levá-la a ser a Baronesa do Pó, e não ambição, crueldade ou algo do tipo, por isso a Bibi não será uma vilã tb). Enfim, são mulheres fortes, vc se identifica e torce pela que melhor te convir.

      • Rafa disse:

        Parcele que a Glória desistiu de juntar a Jeizaaaa com o Caio, devido a aceitação do casal Jeizeca

    • Um Noveleiro disse:

      O público parece que não achou tão decadente assim…

  5. Cláudia disse:

    E no rio bateu 40 pontinhos de audiência

  6. Biel disse:

    Acho A Força do Querer apenas mais do mesmo, porém gosto das novelas da Glorinha. Às vezes irritam, mas ela escreve cada novelão… Salve Jorge me irritava muito o Theo falar que tráfico de pessoas era lenda, mas apesar de tudo, achei Salve Jorge melhor que a novela das 7 endeusada Avenida Brasil

  7. Jessica Oliveira disse:

    Eu não via uma novela das 9 tão boa desde avenida Brasil, kkkk.
    Não sei se “aahh vai chegar aos 50 pontos” como alguns estão falando, mas é uma novela ótima.
    Mas realmente, não é melhor que avenida Brasil, só é muito boa mesmo.
    kkk

  8. Roberto Filho disse:

    Ela aprendeu com seus erros,Desde CaminhoDasIndias a Glória estava na zona de conforto,escrevendo no automático.
    Agora ela se reinventou,elenco enxuto,tramas mais entrelaçadas,nada de intercâmbio Cultural entre paises,só o bom e velho melodrama. Parabéns Glorinha,tá muito gostosa msm se assistir.

  9. jéssica disse:

    Acho que ela é melhor que “Babilônia”, “A Regra do Jogo”, “Velho Chico”, “A Lei do Amor” e “Em Família”. Fica equiparada com “Império” e “Salve Jorge”, mas não é melhor que “Amor à Vida” nem “Avenida Brasil”.

    Mas não podemos negar que a Glorinha veio inspirada…

  10. osnar disse:

    eu já havia previsto isso, lembram?
    E a novela é infinitamente melhor do que as ultimas novelas das 21h desde “Salve Jorge” . Vem 50 pontos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *