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CoisasCast #41 – “Chiquititas” faz 20 anos e estamos oficialmente velhos!

Seguindo com essa nova periodicidade do CoisasCast (que é sai-quando-fica-pronto), nossos redatores comentam um pouco sobre a novela “Chiquititas” que comemorou recentemente 20 anos de idade. Além de comentarem sobre o passado e julgar a versão atual, Larissa conta uma história assustadoramente engraçada envolvendo as órfãs em sua infância. Além disso, as tradicionais cartinhas dos leitores. Não percam o mais novo CoisasCast!

Fábio Garcia

Eu só faço a contabilidade

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8 Resultados

  1. Rafa disse:

    Gente estreiem um canal no YouTube do CoisasCast!!!!!!!!

  2. Fabiana disse:

    Eu gostei da nova versão de 2013,mas confesso que prefiro muito mais o trash que era a versão de 1997.Era cheia de problemas estruturais e não tinha um planejamento,mas criança não repara bem nisso.Agora eu mesmo sendo criança ainda achava estranho a troca de namorados da Carol toda temporada.Uma das coisas que me incomodaram um pouquinho no remake foi não ter a troca de abertura assim que a novela mudava de fase,eu amava aquele refrão inaudível de “Mexe lá” ,mas da pra entender que pra fazer uma abertura daquela lindíssima em cgi custou caro e não dava pra trocar toda temporada.Na versão de 1997 era mais fácil e mais barato produzir uma abertura com as crianças dançado coreografias do “É o tchan” em meio a muito chroma key. Outra coisa foi a troca de casais,achei que Mili e Mosca juntos deixou a Vivi meio jogada na história e todos os pares românticos da Mili como o Duda e JP eram descartáveis pq nós sabíamos que no final ela tinha que ficar com o Mosca.

  3. Esse shopping é o Catuai né Larissa? kkk

  4. Biel disse:

    Os clipes produzidos pela Cris Morena eram espetaculares, mesmo com poucos recursos, ela sabia tocar a alma, que não é o caso dos clipes da versão mais recente. Mas em termos de texto, não sei como eu vou falar isso, mas eu prefiro o texto da Íris Abravanel, não que o texto da Patrícia Maldonado seja ruim, mas acontecia tanta coisa bizarra nas outras versões, tanta coisa que deixava a gente com raiva, sem esperança que os personagens algum dia seriam 100% felizes. Sem contar que a Carol parecia a Bruna Surfistinha, vivia trocando de namorado como quem troca de calcinha. Fora personagens do bem que ficavam malvados, como o Miguel. Ou gente puramente ruim que saía da novela sem mais e nem menos, como a Cíntia, que era a vilã da história na primeira temporada.

    Graças a Deus a dona Íris condensou todas aquelas temporadas em apenas uma e escreveu uma novela ótima com QUINHENTOS E QUARENTA E CINCO CAPÍTULOS e, claro, daqui a pouco aparecem os haters dizendo que a Íris escreve mal só porque ela é esposa do Sílvio Santos. Aliás, a Íris é uma mulher incrível, né? Independente, talentosa, mas enfim, isso não vem ao caso agora.

    A versão de 2013 tem algumas coisas toscas sim, mas a gente pode assistir sem medo que tudo vai terninar em ordem, não é aquele samba do crioulo doido das versões anteriores

    • Clivya Nobre disse:

      Concordo total. Das novelas infantis do SBT com título iniciado com C, Chiquititas foi a que mais me cativou, pois combinou o típico dramalhão de novela latina com o talento de Iris Abravanel em compreender mesmo o mundo da criança. Não tive a oportunidade de acompanhar chiquitas antiga completa, vi apenas a reprise de 2004, aquela que foi picotada por baixa audiencia e só exibiu a primeira temporada, e lembro de ter ficado frustrada demais, foi muito trash. Já na versão de 2013, o drama era intercalado por situações que davam leveza a trama, como os concursos, as viagens, as festas, que os adultos criticavam por considerar encheção de linguiça, mas o público alvo que são as crianças nunca reclamou, pelo contrário. Ouvi falar que Iris é formada em pedagogia, se for verdade isso explica muita coisa.

    • José disse:

      A questão é que Chiquititas foi uma obra aberta, uma produção que foi indo por temporadas sem saber como e quando terminaria, foram empurrando com a barriga, não teve planejamento. E no Brasil piorou, porque na Argentina, pelo menos, a saga da Belén acabou na 4ª temporada… a 5ª temporada trouxe um novo enredo com novos personagens (a temporada do celeiro), que se seguiu na 6ª e terminou de maneira problemática naquela 7ª que teve apenas 9 ou 10 capítulos devido a problemas pessoais da Cris Morena com a Télefe. Já no Brasil, o baile foi seguindo, e condensaram as histórias da 4ª e 5ª temporada, com a Carol – que representava a Belén – indo parar no celeiro e se envolvendo com o Rian – Juan na Argentina – sendo que a protagonista adulta dessa temporada era a Ana. Ficou mesmo samba do crioulo doido.

      A Íris Abravanel tinha ali todos os elementos disponíveis para fazer uma novela mais clássica, tradicional, um enredo linear, com começo, meio e fim, deixando um casal de protagonistas fixo – Carol e Júnior – sem aquele rodízio desnecessário de pares românticos pra heroína, e foi focalizando na história da Mili, que era de fato a trama inicial da novela. Claro, usou de muita licença poética, criou novos personagens, mas criou uma novela nova em cima da ideia original da Cris Morena. O problema com os fãs se deu justamente nessa descaracterização das histórias originais, essa mistura estranha, além da extrema lentidão pra arrastar os conflitos, já que a novela era recheada de plots infanto-juvenis desnecessários, namorinhos, briguinhas e coisas do tipo pra encher linguiça, tipo Carrossel. É coisa que criança gosta.

      O Silvio optou pelo resgate da memória afetiva do público contando a história da Mili etc, mas na Argentina fizeram melhor quando em 2006 criaram um spin-off de Chiquititas, pegando os principais ingredientes das temporadas 1995-2001 em uma única temporada – busca da mãe pela filha perdida, pobre menina rica que perde os pais no acidente, irmãos em que a menina de rua é durona, etc. Também reciclaram as principais músicas. Ficou uma novela nova, inédita, com outros personagens, mas cheia de referências. Ficou legal e abraçou bem as novas gerações. A única diferença em estilo era que Chiquititas originalmente era uma novela soturna, dramática, densa, carregada. E a temporada de 2006 era colorida, alegre, doce, bem estilo comédia romântica mesmo. Talvez essa saída teria sido mais digna no SBT.

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