10 filmes históricos imperdíveis

O gênero do cinema histórico é muito amplo porque é um filme que conta as aventuras de Alexandre o Grande, bem como a perseguição de Bin Laden. No entanto, quisemos recordar alguns filmes históricos com componentes bíblicos e bélicos e que são recriações de tempos passados que vão desde a Guerra de Termópilas, a crucificação de Jesus até a batalha pela recuperação de Jerusalém na Idade Média. Épico e história se juntam nestas dez produções que propomos.

Começamos com a nossa lista de filmes imperdíveis

1. Braveheart (1995), por Mel Gibson

Pensar em ‘Braveheart’ é pensar em cinema épico em letras maiúsculas e no ensurdecedor grito de liberdade de William Wallace. Um épico que marca a tendência em todos os discursos pré-bate-papo. Você não pode deixar de ouvir Wallace exclamar: “Eles podem tirar nossas vidas, mas nunca tirarão nossa liberdade“. Braveheart é um filme sobre sonhadores, pessoas que queriam se libertar da tirania de um rei aterrador, e a figura que exemplificou esse sonho foi William Wallace, um herói nacional escocês que travou várias batalhas contra o rei Edward I da Inglaterra. Mel Gibson é o diretor, produtor e protagonista deste filme magistral que marcou um antes e um depois.

2. Spartacus (1960), por Stanley Kubrick

Entre ‘Caminhos para a Glória’ (1957) e ‘Lolita’ (1962), Stanley Kubrick lançou em 1960 ‘Spartacus’, um dos filmes históricos da nossa lista em que o falecido Kirk Douglas se coloca no lugar daquele histórico escravo trácio que foi vendido como gladiador e que na Itália foi o líder de uma rebelião de escravos (73-71 AC) contra a República Romana. Numa época em que histórias épicas e especialmente bíblicas eram comuns (um ano antes de ‘Ben-Hur’ ter sido feito), ‘Spartacus’ foi um sucesso por causa do grito de liberdade que suscitou, um argumento mais complexo e profundo do que outros filmes. Spartacus’ também serviu para consolidar, se não já, seu diretor, que deixaria grandes e indispensáveis títulos para a história.

3) Gladiador (2000) por Ridley Scott

Ridley Scott não teve que provar nada ao mundo do cinema depois de ter dirigido gemas como ‘Alienígena’ ou ‘Blade runner’. No entanto, cerca de 20 anos depois destes dois filmes, ele trouxe outro de seus grandes sucessos para a grande tela: ‘Gladiador’, um dos filmes históricos essenciais da lista estrelado por alguns esplêndidos Russell Crowe e Joaquin Phoenix. Scott relançou o cinema épico romano e teve muitos predecessores que nem chegaram ao seu nível. Gladiador” tem uma grande dose de épico, de luta motivada por vingança, traição, política, violência e esperança de um futuro melhor. A recriação do coliseu romano foi muito elogiada. O protagonista é o hispânico Máximo Décimo Meridio, fiel a César, que é traído por Cómodo, o filho do imperador, que mata a sua família. Maximus é feito um escravo e transformado num gladiador. O seu objectivo não será tanto encontrar a liberdade, mas sim obter a sua vingança.

4. 300 (2007), por Zack Snyder

300 é a pura epopeia dos filmes históricos. O filme foi uma verdadeira surpresa por causa de sua espetacular encenação. Ao contrário dos filmes históricos dos anos 50 ou 60, onde milhares de figurantes apareceram em cenas de batalha, o filme de Zack Snyder mostra até onde a tecnologia audiovisual pode ir com um fundo verde, que é chamado de chroma key overlay.

O filme é baseado no premiado gibi de Frank Miller, que retrata a Batalha de Termópilas de 300 espartanos contra um exército interminável de persas liderados por Xerxes. É a luta contra o impossível. Uma das principais atrações é a atuação de Gerard Butler como Leonidas, rei dos espartanos. É uma história muito violenta, visceral e visualmente avassaladora e inovadora. Mais uma vez, pura epopeia. Uma pena a segunda parte ‘300. A Origem de um Império’.

5. Ben-Hur (1959), por William Wyler

Aventuras, corridas de cavalos emocionantes, vingança, traição, ressurreição dos mortos e redenção… Tudo isso está na história de ‘Ben-Hur’, um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos dirigido por William Wyler e protagonizado pelo ator Charlton Heston, que dá vida a um comerciante judeu que mais tarde é convertido em escravo e que retorna triunfante depois de muitas aventuras. O que foi impressionante no filme foi a sua encenação grandiloquente com uma multiplicidade de meios e grandes doses de épicos e moralidade. A cena das carruagens, histórica.

6. A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson

Em todos os filmes de meados do século passado, foi-nos apresentado um Jesus de Nazaré não poluído que, mesmo perante a dor da tortura, aparece quase sem cabelos e sem muitos arranhões. Muito diferente e mais realista – mesmo que um pouco excessivo – Gibson libertou a sangrenta “Paixão de Cristo” em 2004 com um sofredor James Caviezel no papel de Jesus. O filme, que gerou muita controvérsia, causou um impacto real sobretudo pela crueza e violência de suas imagens, que mostram a tortura física que Jesus sofreu antes de sua morte, e também porque foi filmado em latim, hebraico e aramaico. Místicas são as cenas em que o diabo tenta Jesus.

7. Os 10 Mandamentos (1956), de Cecil B. DeMille

Com uma grande e espectacular encenação e em consonância com os filmes bíblicos da época, “Os 10 Mandamentos“, de Cecil B. DeMille, tornou-se um dos filmes mais míticos da história do cinema.

Quase 60 anos depois, não é difícil imaginar como devem ter sido surpreendentes os efeitos do filme estrelado por Charlton Heston naquela época, por exemplo, a cena em que o mar está dividido ou quando a vara de Moisés se transforma numa cobra. O ator se coloca no lugar de Moisés, o escolhido para libertar o povo hebreu dos faraós. Novamente, como visto em outros filmes, o tema é o mesmo: um personagem com grande reconhecimento é reduzido ao nível mais baixo para renascer de suas cinzas. Quase 60 anos depois vem a revisão de Ridley Scott sobre o caráter de Moisés.

8. O Reino dos Céus (2005), por Ridley Scott

Novamente Ridley Scott, que cinco anos depois de ‘Gladiador’ estreou ‘O Reino dos Céus’ com Orlando Bloom no papel de Balian, o filho bastardo de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), um cavaleiro respeitado pelo rei de Jerusalém. Instalado durante as Cruzadas no século XII, Balian será chamado a proteger Jerusalém dos ataques dos muçulmanos que queiram tomar a cidade. O épico do filme é imenso e se destaca sobretudo por suas recriações de Jerusalém, pela intensidade de seus personagens com suas crenças e pelas fantásticas atuações de Jeremy Irons e Liam Neeson, ainda que seu papel seja muito curto.

9. Júlio César (1953), de Joseph L. Mankiewicz

Júlio César’ é uma adaptação da peça homônima de William Shakespeare com Marlon Brando interpretando Mark Anthony como atração principal junto com seu lendário discurso final. Um dos filmes históricos da lista que gira em torno de regimes totalitários e conta a história da traição de Cássio e Brutus ao grande ditador Júlio César e quando planejaram seu assassinato. Dezessete anos depois, o filme “A Morte de Júlio César” foi lançado com Charlton Heston no papel de Mark Anthony, também baseado no texto de Shakespeare. A epopeia da história não está nas grandes batalhas, mas nas palavras e discursos dos seus protagonistas.

10. DarrenAronofsky’s Noah (2014)

A maioria esperava mais do último filme de Darren Aronofsky, ‘Noé’, baseado na história da Arca de Noé do Antigo Testamento. De fato, o diretor teve impacto com o complexo e paranóico ‘Pi: fé no caos’ e ‘Réquiem por um sonho’. Além das performances notáveis de Russell Crowe e Jennifer Connelly, o filme se destaca por mostrar uma nova maneira de abordar o cinema bíblico quase mais próximo do ‘O Senhor dos Anéis’ ou do mundo dos super-heróis, incluindo montanhas falantes e muito misticismo. Aronofsky, ao contrário de outros filmes apresentados na lista, coloca grande ênfase na atitude, personalidade e drama interior de seus personagens, especialmente Noé, que estará debatendo seu destino.

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