7 razões pelas quais Kylo Ren é o Darth Vader da juventude de hoje

Cada geração recebe o que merece. Woody Allen já explorou em “Meia-noite em Paris” a necessidade constante do ser humano de ter pertencido a gerações anteriores à sua; no meu caso, por exemplo, sempre sonhei em ter vivido os primeiros passos da antiga civilização grega. Outros preferem o período renascentista, alguns o período medieval e, muitos da “juventude antiga“, os anos 80. Eu invejo aqueles que viveram aquela década com a emoção, ingenuidade e paixão da adolescência. A “geração Goonie, como eu gosto de lhe chamar. No entanto, nos últimos anos surgiu uma nova geração que ultrapassou a “geração Nintendo” (da qual presumo que seja). Esta nova geração, a de hoje, está a meio caminho entre o hipsterismo mesquinho e a vagueza existencial. Está longe de ser o niilismo cansado e a “revolução do sofá” dos anos 90, aqueles começos com grunge e que terminam com o cinema apocalíptico-futurista. Matrix‘ e ‘The Fighting Club‘, para pôr as coisas de forma simples. Já fomos todos Holden Caulfield uma vez. Ou já todos nos sentimos como ele no The Catcher in the Rye. Mas agora a juventude procura a sua desgraça… Entre a estupidez, a modernidade líquida e a intelectualidade envelhecida. Choveu muito entre gerações e tudo se perdeu, desgastou… Para pior.

E é aí que entra o Star Wars: The Awakening of the Force (J.J. Abrams, 2015). A trilogia clássica, a original, conseguiu unificar uma geração inteira em torno da figura de um vilão que se revelou pai e acabou, definitivamente, sendo uma criança solitária e sem mãe. Ele era Darth Vader e ele representava perfeitamente o significado da saga Guerra das Estrelas. A sensação de uma geração. Episódio VII é um grande filme que captura a nostalgia da franquia Lucasfilm e captura uma nova onda de seguidores, aqueles que entram no carro e depois saem. A velocidade do mundo alienado e atomizado em que vivemos traduziu-se num vilão como Kylo Ren (Adam Driver). Paramos para pensar em ‘Guerra das Estrelas: O Despertar da Força‘ e o Lado Negro retratado no filme e chegamos a uma conclusão: Kylo Ren é o vilão que esta geração merece. Aqui estão 7 razões que nos levaram a publicar este post.

1-. Insegurança.

É um dos grandes problemas da juventude. Kylo Ren provou ser um jovem inseguro em “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força“. O seu “mal” tem de ser colocado entre aspas porque o Lado Brilhante e o Lado Negro da Força dançam à sua volta. Ele não está claro sobre o que aspira alcançar com suas ações, mas está claro sobre sua ambição: ser como Darth Vader.

2-. A falta de destino (é irritante).

Essa insegurança nos leva a levantar o tédio existencial característico da juventude de hoje, que não sabe onde se colocar ou onde está o futuro. Voltamos às dúvidas. Kylo Ren parece ter aceitado suas decisões anteriores de se tornar um dos Cavaleiros Ren, mas ele não está claro sobre onde ele quer ir ou o que pretende fazer com ele. Não tendo o seu próprio caminho, ele pretende seguir os passos do seu avô em busca de algo semelhante. Mas ele sabe que está longe de atingir essa meta, o que o torna extremamente suscetível.

3-. As queixas constantes.

Sempre reclamando e chorando, destruindo coisas quando elas não acontecem como esperado. Você tem que aprender a ser paciente e saber como levar os golpes como um homem. Você não pode fingir ser alguém do Lado Negro da Força, alguém como Darth Vader, se você não tem uma disciplina nessas artes negras. Você pode ter respeito pelo poder dentro de você, Kylo Ren, mas não pode ser sempre tão indisciplinado quando as missões correm mal. Você tem muito a aprender, mesmo que não queira aceitá-lo; e isso é característico da nova geração de jovens.

4-. Superioridade como um escudo.

Antes daquela sensibilidade palpável que Kylo Ren demonstra em “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força“, o Cavaleiro Ren insiste em se posicionar acima dos demais – com exceção de seu professor e mentor, o Líder Supremo Snoke – como principal instrumento de defesa. As coisas dão errado e um dos meus companheiros propõe algo diferente do que eu proponho? Vou amuar e enfrentá-lo, porque sou um vilão da nova geração. E o meu nome é Kylo Ren!

5-. A má companhia nunca foi boa companhia.

Eu mencionei o Líder Supremo Snoke, o arquiteto de Kylo Ren voltando-se para o Lado Negro da Força e convencendo o jovem Ben Solo a destruir a nova geração de jedi treinados por Luke Skywalker. Tal coisa que podemos nos aventurar com o que sabemos de “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força”. Deus os levanta e eles vêm juntos, certo? Não, não têm. Tudo isto se resume a um problema de educação.

6-. Os problemas na educação.

Filho de dois antigos generais da Aliança Rebelde, que lutaram contra o Império Galáctico na Batalha de Endor. Sua mãe, uma princesa adotada que por acaso é filha de Darth Vader; seu pai, um homem de moral e ética duvidosa que é conhecido em toda a galáxia por seus freqüentes golpes. Ele, com o sangue do Skywalker nas veias, permite-se ser arrastado pela Força até acabar – ponto 5 – ao lado do Líder Supremo Snoke. A juventude está perdida.

7-. O ódio contra os seus pais.

O engraçado é que em “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força” vemos Kylo Ren a insultar o seu pai na presença do Rei. “Eu teria te decepcionado como pai“, diz o Cavaleiro Ren ao “ferro-velho” de Jakku. Este ódio irreprimível por Han Solo é ainda mais reforçado quando Kylo Ren consegue acabar com a vida de seu pai na passarela do Star-Killer. Mais um exemplo, para não dizer o último, de todos os pontos acima mencionados.

BONUS TRACK-. Nunca é culpa tua.

Como quase todos os jovens de hoje tentam fazer todos entender quando cometem um erro… A culpa por tudo o que acontece com Kylo Ren não é dele. A culpa é da genética do Skywalker que nos deu tantos bons momentos no lado negro da Força Guerreira.

Você acha que Kylo Ren é o vilão que a nova geração warsie merece, depois de assistir a “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força”?

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