A verdade sobre o caso Savolta (1978) por Antonio Drove

A verdade sobre o caso Savolta Espanha

/ França / Itália (1978) *

Duração: 130 min.

Música: Egisto Macchi

Fotografia: Gilberto Azevedo

Roteiro: Antonio Drove, Antonio Larreta (N.: Eduardo Mendoza)

Direção: Antonio Drove

Artistas: José Luis López Vázquez (Pajarito de Soto), Charles Denner (Lepprince), Omero Antonutti (Savolta), Ovidi Montllor (Miranda), Ettore Manni (Claudedeu), Alfredo Pea (Rovira), Stefania Sandrelli (Teresa), Pau Garsaball (Vázquez), Alfred Lucchetti (Pablo), Florencio Calpe (Parells), Roger Ibáñez (Fortet).

A empresa Savolta, dedicada à fabricação de armas, prosperou graças à Guerra Mundial, embora os sindicatos ameacem constantemente uma greve geral, o que faz com que seus líderes ordenem a alguns bandidos que ataquem os sindicalistas.

O francês André Lepprince, noivo da filha de Savolta e encarregado das negociações com a França, pede a Javier Miranda, o novo empregado da firma Cortabaynes, que o ajude a descobrir quem é Domingo Pajarito de Soto, autor de um artigo inflamatório contra Savolta e os seus métodos de intimidação.

Miranda descobre que é Domingo de Soto, um jornalista que vive de uma prática sentimental e o leva a Lepprince, que tenta comprá-lo, embora Pajarito não ceda, e viaja para Valência para obter provas dos negócios ilegais de Savolta.

Enquanto estiver em Valência, Miranda vai ver Teresa, sua esposa, para avisá-la de que se ela continuar com o caso Savolta ela morrerá, e ambos serão atraídos por ela.

Pajarito regressa de Valência com as provas que procurava, as quais dá a Miranda para esconder. Ele espera com as informações que tem para fazer Savolta ceder às exigências dos sindicalistas e a greve não será necessária. Ele explica a Savolta que está ciente de que, apesar de seu contrato com a França, estão sendo enviadas armas para os alemães, com Lepprince pedindo a Pajarito 48 horas antes de chamar a greve.

Enquanto Pajarito fala com Savolta, Miranda vai ver Teresa, e elas acabam indo para a cama.

Ao sair, Pajarito vai ver os dirigentes sindicais, reunidos na casa de Rovira, um homem que trabalha na direção e que é a toupeira dos sindicalistas, embora sejam surpreendidos por um grupo de bandidos que matam todos, exceto Pajarito.

Na casa de Savolta, na noite de Ano Novo, é realizada uma festa de fantasia, e Savolta recebe a notícia das mortes que ele não ordenou, então ele acredita que alguém fez isso para quebrar as tréguas e passar seu próprio assassinato como represália.

Ele não está errado. Ao bater da meia-noite, alguns bandidos aparecem e matam-no.

Lepprince, que estava negociando com Claudedeu por outro gerente, e nas costas de Savolta com os alemães, fica assim livre de suspeitas, tornando-se o novo proprietário de facto da empresa graças ao seu estatuto de noivo da filha de Savolta.

A morte do empresário alarma os empresários catalães que pedem uma mão forte, e isto é seguido de uma grande repressão do movimento operário.

Pajarito é preso, embora os anarquistas acreditem que ele é um traidor tendo sobrevivido, e quando o juiz o liberta é atacado, escapando da morte graças a Lepprince, que o protege e diz que quer vingar-se daqueles que mataram sua amiga Savolta, que, diz ele, percebeu antes de morrer que foram seus próprios parceiros que o traíram.

Pajarito acaba por confiar nele e diz-lhe que Miranda tem os documentos, morrendo depois da confissão, fazendo com que Miranda destrua os documentos.

A Teresa também vai morrer. Miranda encontra-a na casa dela, onde se suicidou.

Miranda entende tarde que todos os arranjos e a morte de seu amigo Pajarito foram ordenados por Lepprince, mas ele concorda em ser seu secretário político.

Na verdade, ele estará encarregado de pagar os bandidos contratados pela empresa.

Alguns dos muitos que proliferaram naqueles anos contra sindicalistas e trabalhadores, numa espiral de violência que levou em março de 1923 à ditadura de Primo de Rivera.

Classificação: 3

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