Alan Taylor defende Game of Thrones de acusações de chauvinismo masculino

A ressaca da quinta temporada do ‘Game of Thrones‘ continua a fazer manchetes. Não só o final, mas toda a temporada não deixou ninguém indiferente, especialmente o setor feminino que a acusou diretamente de ser uma série machista ou de promover o machismo.

Segundo estes sectores, a misoginia tornou-se evidente por duas razões: a primeira é que ninguém escreveu ou dirigiu melhor nenhum dos dez episódios, e a segunda vem das cenas violentas em que Sansa Stark (Sophie Turner) é violada e Cersei Lannnister (Lena Headey) é humilhada publicamente.

Reacções em defesa da série.

Depois destas acusações, não demorou muito para que surgissem vozes a favor do “Jogo dos Tronos” e dos seus criadores. A primeira foi Amanda Peet, que por acaso é a esposa do produto da série, David Benioff. Agora é a vez de Alan Taylor, que participou ativamente da série e agora está imerso na estréia de seu último filme: ‘Terminator Genesis‘ (onde, a propósito, dirigiu mais uma vez Emilia Clarke, a atriz que interpreta Daenerys Targaryen na ficção de George R.R. Martin).

O diretor acredita que “o fato de haver mais mulheres em nossa indústria é a coisa mais sensata“. Não só porque é certo, mas porque, por exemplo, tenho duas filhas muito criativas e me pergunto o que será delas quando crescerem e quiserem fazer parte deste mundo“, acrescentando que “a série teve recentemente alguma controvérsia sobre questões de gênero, e não acho que façam sentido“. Alan Taylor, que também sofreu a ira do feminismo pela série de ‘Mad Men‘ diz que “falamos de questões de gênero porque devemos olhar para elas, e o mesmo vale para ‘Game of Thrones“.

Fiel aos livros de ‘Canção de Gelo e Fogo’.

Alan Taylor, que dirigiu os capítulos de ‘Baelor’ e ‘Fogo e Sangue’ (9 e 10 da primeira temporada) e ‘O Norte não esquece’, ‘As Terras da Noite’, ‘Um Príncipe de Winterfell’ e ‘Valar Morghulis’ (1, 2, 9 e 10 da segunda) é considerado um dos profissionais do setor mais comprometidos com a produção e desenvolvimento da série HBO. A partir daí podemos inferir que ele quer ser o mais preciso e preciso possível com o universo da violência que permeia toda a obra literária de George R.R. Martin e que assim se adapta à série televisiva.

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