Archer & Armstrong: Allende de Terrallende, Dinossauros, alienígenas e deuses sumérios

O terceiro volume da colecção mais irreverente do mercado continua a sua viagem e eleva ao n º grau os seus dois ingredientes principais, a aventura e o humor. As aventuras de ‘Archer & Armstrong’ estão cheias de dinossauros, homenzinhos cinzentos e mistérios milenares. A festa de Fred Van Lente não pára de crescer e de trazer mais diversão aos seus leitores.

A busca por respostas sobre as habilidades de Obadiah Archer leva o casal líder a infiltrar-se no Projeto Estrela Renascida, antagonista da Fundação Harbinger e criador do Bloodshot. Esta operação, claro, é interrompida e acaba por ser uma espiral de loucura. Desta vez com dinossauros e alienígenas cinzentos de cabeça grande. E se você tem os alienígenas clássicos lá tem que haver sondas anais, Van Lente não vai largar as piadas mais engraçadas sobre homenzinhos de cabeça grande e pires. E como se isso não fosse suficiente, a Irmã Mary-Mary vem complicar ainda mais as coisas.

Mas antes da loucura do casal protagonista, encontramos um número especial, uma cópia zero. Não é assim tão engraçado e a aventura é trágica, é o quão drasticamente o escritor pode mudar de assunto. Os irmãos de Aram, mais conhecidos como Armstrong, estão presentes nesta aventura, em que o sangue é mais espesso que a água. A história começa o livro tal como é contada, e os seus protagonistas continuam a interagir na vida do casal principal durante o resto do volume. E o resultado é surpreendente dada a história do estranho casal protagonista, que sofre uma das suas crises mais graves desde o início da colecção.

Fred Van Lente prova, neste novo arco, que o riso é algo muito sério. Há drama, há muitas idéias e pensamentos, e acima de tudo há valores a serem preservados ou quebrados, há humanidade. O escritor esforça-se por aproximar duas personagens tão díspares e estranhas. E no centro de lutas e situações totalmente irreverentes e impossíveis, encontramos figuras heróicas que não pertencem aos estereótipos mais actuais, procuram influências mais clássicas. E porque não dizê-lo? Mais trágico.

ATÉ OUTRO GALINHEIRO

Esta edição é também a despedida de Clayton Henry para desenhar, que é substituído por Pere Pérez nos lápis, um substituto tão válido quanto ele. Como é norma na série, o mais importante é a velocidade e a capacidade de contar uma boa história correctamente. E Pere Pérez faz o seu melhor, não faz grandes espectáculos ou improvisações e deixa tudo nas mãos da narração, quase cinematográfica, das lutas e dos diálogos hilariantes que compõem a alma da série.

A série foi publicada na Espanha há mais de um ano, e o nível não caiu em nenhuma página. Fred Van Lente constrói não só uma grande história, mas também o futuro da série, e até mesmo do universo Valiant. Ação a toda velocidade e humor à vontade, as chaves para o sucesso da série mais angustiante e filosófica da editora. Neste volume, amizade, futuro, verdade e, sobretudo, lealdade são os temas tratados pelo escritor americano neste arco com um final surpreendente.

Aleta continua o bom trabalho que a Panini iniciou com a edição Valiant. E cumpre um dos pedidos que muitos fãs pediram, em fevereiro aterrissa ‘Quantum & Woody’ na Espanha. A outra grande série de Fred Van Lente para a editora, entre as duas normalmente monopoliza as indicações para melhor série de comédia em muitos prémios. “Os piores heróis do mundo” chega à Espanha e fará um casal maravilhoso com este casal Indiana Jones que é ausente e desajeitado, mas com boas intenções.

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