As cinco melhores performances de Ryan Gosling

Esta semana vai ver a estreia nos nossos cinemas de, para mim, insuportável ao ponto de dizer “Only God Forgives” (“Solo Dios Forgives”, Nicolas Winding Refn, 2013) – estou cada vez mais convencido que “Drive” (id, 2011) foi um oásis em meio a tanta mediocridade dirigida pelo seu autor – com Ryan Golsing repetindo o seu trabalho como actor e acrescentando o seu trabalho como produtor. É por isso que é um momento perfeito para fazer um desses posts que todos nós gostamos tanto, uma lista, de facto.

Ao longo dos anos, Gosling tornou-se um dos atores mais falados – ao lado de Michael Fassbender ou Benedict Cumberbatch. A natureza hierática das suas interpretações já se tornou uma marca registrada da casa. Poucos atores como ele sabem como fazer uma arte da sua economia interpretativa, que para os abaixo-assinados está em igualdade com muitos atores clássicos com o mesmo método.

Sem mais delongas, as cinco melhores performances de Ryan Gosling:

Lars

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Desde o início de sua carreira de ator, Gosling conquistou um lugar no coração do público ao trazer à vida personagens estranhos, do tipo que o público tanto ama. O ponto alto destes personagens é sem dúvida o Lars em ‘Lars and the Real Girl’ (‘Lars and the Real Girl’, Craig Gillespie, 2007) no qual o ator se exibe trazendo à vida este personagem isolado que não quer nenhum contato com ninguém a não ser uma boneca. Caráter perigoso, devido ao seu risco óbvio, mas grande composição de um ator que, naquele momento, poderia lidar com qualquer tipo de performance.

Reitor

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Blue Valentine’ (id, 2010), a primeira colaboração do ator com Derek Cianfrance, levou três anos para ser lançado na Espanha, onde passou pelos teatros espanhóis sem nenhum alarido ou glória quando, por lógica esmagadora, quase todos os interessados em vê-lo tinham feito por outros métodos. Um raio-x da vida como casal que se concentra principalmente na personagem trazida à vida por uma incrível Michelle Williams. No entanto, Gosling não é de todo indigno da chamada curva de caracteres que dá a Gosling a oportunidade de se exibir mesmo a um nível físico.

Maestro

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O filme que fez todos olharem para Ryan Gosling, ou em outras palavras, o trabalho que mais ajudou a cimentar a fama do ator. Com ecos claros do polar francês, com Melville ao leme, e copiando descaradamente tiros e sequências de “Driver” (id, Walter Hill, 1978), o trabalho de Gosling destaca-se como um anti-herói que evoca os grandes do ocidente e o seu romantismo. Um momento para lembrar: tudo o que acontece ao lado de um Carey Mulligan perfeito, e aquele com o martelo.

Jacob Palmer

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Crazy, Stupid, Love’ (id, Glenn Ficarra, John Requa, 2011) parece-me ser um filme mais inteligente do que parece à primeira vista – uma comédia romântica em si – e nele, no meio de um elenco que certamente faz um bom trabalho, temos um Ryan Gosling totalmente inspirado interpretando um sedutor nato. Mostrando um certo sentimento, ambos com Steve Carell e Emma Stone, a verdade é que ele os come a todos com uma performance que mostra uma bravata muito controlada com uma certa naturalidade inata. Momento para recordar: Aquele no photoshop.

Stephen Meyers

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De uma das incursões sempre interessantes de George Clooney nos bastidores de The Ides of March’ (‘Los idus de marzo’, 2011), Gosling recebe uma performance memorável de outro personagem arriscado. Em meio a campanhas políticas e vários segredos, um personagem sem passado, estranho em sua própria existência, um idealista que sonha com os tempos dos políticos honestos se é que alguma vez existiu. O idealismo do diretor é mostrado neste personagem cuja evolução à medida que a trama avança é melhor interpretada por Gosling. Sem dúvida, ele é a melhor coisa do filme.

É a vossa vez, senhoras e senhores.

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