Bane, chama pelo seu nome – 25º aniversário do vilão que quebrou o Batman

Nem o Coringa, nem o Duas-Caras, nem o Crocodilo Assassino, nem o Sr. Frio, nem o Al Ghul de Ra foram capazes de fazer o que Bane conseguiu fazer, vencer o Batman quebrando suas costas. Em 2018, Bane, criado por Chuck Dixon, Doug Moench e Graham Nolan, comemora 25 anos desde a sua aparição em Batman: A Vingança do Bane (1993). Em 2017, ECC Ediciones publicou alguns quadrinhos sobre o personagem e seus confrontos com Batman, como a saga ‘The Fall of the Dark Knight’ nos anos 90, com um roteiro de Doug Moench, ou o mais recente ‘I am Bane’, com um roteiro de Tom King e desenhos de David Finch.

Como narrado em “A Vingança de Bane“, o personagem nasceu numa prisão na República Caribenha de St. Prisca, onde passou muitos anos de sua vida preso até sua fuga, esperando, aprendendo, treinando, enchendo seu coração de ódio. Como Batman – ou pior que ele – Bane nasceu de uma grande tragédia, agravada pela morte de sua mãe na mesma prisão e por ter que crescer num poço, sozinho, lutando para superar seus medos. Foi também nesta fase que os responsáveis pela prisão fizeram experiências com alguns reclusos, injectando-lhes um veneno criado pelo exército. Bane foi o único que passou nos testes e até lhe colocaram implantes no crânio para administrar a droga, algo que lhe aumentou a força. No entanto, a partir daí ele foi forçado a continuar tomando a droga pelo resto de sua vida.

As semelhanças de Bane com Batman são maiores do que qualquer outro inimigo do Cavaleiro das Trevas e isso se reflete na última história em quadrinhos do Tom King “Eu sou Bane”. Uma obra que faz uma comparação entre a vida de Bane e Batman com vinhetas cruzadas: como viram suas mães morrer, suas lágrimas, sua preparação, seu confinamento (Bruce Wayne em uma mansão e Bane em uma prisão), seu crescimento, suas lutas com seus inimigos e até mesmo sua promessa de vingar a morte de seus pais.

O aspecto das semelhanças entre os dois personagens é o destaque dos quadrinhos, pois dá um sentido especialmente a Bane que para quem não sabe tanto o personagem parece simplesmente uma massa de músculos e força bruta e pouco cérebro. Eu sou Bane”, como seria em “A Vingança de Bane”, veste-se e dá um fundo ao vilão para além da sua bestialidade.

O editor da DC Gustavo Martinez diz à Cinemascomics que Bane “é o outro lado da moeda da personagem de Bruce Wayne, pois uma criança foi abandonada ao seu destino e tem que se formar sozinha e ter vidas muito paralelas“. Ambos se prepararam para ser o expoente máximo do que os seres humanos podem ser capazes, mas Bane é o lado mais negro”.

Tudo isso não significa que a força bruta também não tenha um papel importante, já que uma das atrações do gibi ‘I am Bane‘ é a luta entre os dois, com um desenho sombrio de Finch. A luta entre os dois é um dos marcos mais importantes da história do Cavaleiro das Trevas e foi quando Bane quebrou as costas do Batman (algo que Nolan também recriou em seu filme).

“Um dia saberás o meu nome. E nesse dia implorarás por misericórdia. Vais gritar o meu nome! Vais gritá-lo!” disse Bane ao Batman no seu primeiro encontro em Gotham após a sua fuga da prisão (‘A Vingança de Bane’). Pouco tempo depois, o grito do Batman se tornaria realidade na história ‘O Morcego Quebrado’ com roteiro de Doug Moench e desenho de Jim Amparo, que contém a maior derrota sofrida pelo Morcego. O vilão aparece na casa de Bruce Wayne e encontra um Batman meio doente e cansado que ganha sem grandes problemas.

“Desta vez estou condenado. Eu tenho lutado por muito tempo enfrentando a loucura de muitas máscaras carregando o peso de muita violência…”, pensa Batman depois de receber um golpe atrás do outro. “Implora-me por misericórdia! Grita o meu nome!”, exigiu o vilão. “Eu sou Bane e poderia matar-te, mas a morte só acabaria com a tua agonia… e silenciaria a tua desgraça. Em vez disso, prefiro quebrar-te!” O rescaldo dessa cena fez com que Wayne abandonasse o fato de morcego do Vale Jean-Paul.

Não foi por acaso que em 2012 o diretor Christopher Nolan escolheu o personagem interpretado por Tom Hardy para aparecer no encerramento da trilogia cinematográfica do Cavaleiro das Trevas ‘A Lenda é Renascida’. Bane “é um cara enorme que foca seu estilo de luta nos resultados: não se trata de lutar, mas de cometer carnificina“. Ele é um terrorista por causa de sua mentalidade, mas também por causa da brutalidade de suas ações”, disse o diretor. O personagem já tinha aparecido no mais que esquecido ‘Batman and Robin’ em 1997. Não foi por acaso que a IGN o classificou em 34º lugar entre os 100 melhores vilões.

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