Batman e a Liga da Justiça, em versão mangá

No mesmo ano em que foi lançado o tão esperado filme anime japonês ‘Batman Ninja‘, a ECC Editions publicou a saga ‘Batman and the Justice League’ do mangaka Shiori Teshirogi, que passa através do filtro estilo manga dos super-heróis de DC. E como acontece nos dois casos, a grandeza de ambas as propostas não está tanto na trama das histórias (‘Batman Ninja’ é muito bizarro), mas na sua encenação, nos seus desenhos, ilustrações e retratos.

Não é a primeira vez que você pode ver o Batman em formato mangá. Há outras histórias, outros autores como “O filho dos sonhos” de Kia Asamiya, “A máscara da morte” de Yoshinori Natsume e “Bat-Manga!: A história secreta do Batman no Japão” de Jiro Kuwata. No entanto, Shiori Teshirogi inclui, além do Batman, mais personagens DC como o Super-Homem, a Liga da Justiça e os vilões Joker e Lex Luthor.

A história acontece na cidade de Gotham com um jovem japonês procurando por seus pais na cidade perigosa. A banda desenhada é muito introdutória, apresentando os super-heróis e vilões de DC e até um clássico cara a cara entre Batman e o Joker: “Nunca matarei ninguém”, diz o Cavaleiro das Trevas ao palhaço, que lhe garante que eles “estarão jogando gato e rato pela eternidade“. Um dos momentos mais emblemáticos é quando o Joker lembra ao Batman que foi ele quem matou Jason Todd (Robin) num desenho animado em que aparece a imagem antológica do Batman com Robin nos braços, referindo-se à história do final dos anos 80 Uma Morte na Família de Jim Starlin e Jim Amparo.

Além do enredo apresentado, o provocante e sanguinário Joker, o astuto Luthor, o perigoso sumo de gaia e as chamadas linhas Ley… a magia do mangá é ver os personagens DC a passar pelo molde do mangá em todos os sentidos, na estética e também no ritmo, na disposição das vinhetas, na sua acção emocionante. Esta é uma boa manga para os fãs dos quadrinhos dos super-heróis americanos e também para os amantes das histórias animadas japonesas, e mesmo que alguém não saiba nada sobre os super-heróis de DC, também pode servir como introdução.

Já vimos o Batman desenhado numa multiplicidade de estilos. No passado recente, Enrico Marini passou o Cavaleiro das Trevas pelo seu estilo europeu no seu esplêndido trabalho: ‘O Príncipe das Trevas’ e agora Shiori Teshirogi oferece-nos outra possibilidade de entrar na personagem, diferente do cânone dominante.

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