Bill Paxton deixou-nos

Cresci vendo e amando filmes com atores clássicos nos anos 80, nomes míticos de grandes artistas que eram bem conhecidos e não tão bem lembrados. Todo cinéfilo também se lembra dos nomes de seu crescimento e treinamento, e para muitos o nome Bill Paxton significa mais do que o de outros atores mais conhecidos. Muito mais.

Bill Paxton morreu de complicações após cirurgia cardíaca, de acordo com membros da família. Ele tinha 61 anos de idade.

Paxton será lembrado acima de tudo por ser um dos atores fetiches de James Cameron. Ele já apareceu como o punk que o Exterminador bateu em The Terminator (‘O Exterminador’, 1984). Ele foi o chorão Hudson no magistral “Aliens, the Return” (“Aliens”, 1986) e fez um número de comédia inesquecível em “Risky Lies” (“Verdadeiras Mentiras“, 1994).

A última vez que ele colaborou com Cameron foi no enorme ‘Titanic‘ (íd., 1997), e algumas pessoas não entendem porque ele não apareceu em ‘Avatar’ (íd., 2009), no qual há personagens muito adequados para Paxton. Com a ex-mulher de Cameron, Kathryn Bigelow, ele trabalhou em um dos melhores filmes de vampiros dos anos 80: ‘The Night Travellers’ (‘Near Dark’, 1987).

Antes de ter o personagem com alguma relevância em ‘Aliens’, Paxton apareceu em personagens muito pequenos em filmes como ‘The Wacky Platoon’ (‘Stripes’, Ivan Reitman, 1982), ‘Streets of Fire’ (‘Streets of Fire’, Walter Hill, 1984), ‘The Explosive Woman‘ (‘Weird Science’, John Hugues, 1985) ou ‘Commando‘ (íd., Marl L. Lester, 1985).

Nos anos 90 participou de filmes como ‘Predator 2′ (‘Predator 2’, Stephen Hopkins, 1990) ou um dos melhores filmes de Walter Hill que passou quase despercebido, o excelente thriller ‘The Time of the Intruders’ (‘Trespass’, 1992). Nesse mesmo ano ele estrelou em “One False Move” (‘Un paso en falso‘ Carl Franklin) de Billy Bob Thornton. O filme ‘Twister’ (id., Jan de Bont, 1996) foi um dos filmes de maior sucesso, tendo Paxton como personagem principal. Quem não se lembra do “é a mesma vaca”? Na mesma década, ela estrelou a obra-prima de Sam Raimi, Um Plano Simples’ (‘A Simple Plan’, 1998).

Na década seguinte, ele fez sua estréia como diretor com o estimado ‘Frailty, 2001, que ele estrelou ao lado de Matthew McConaughey. O filme não teve tanto sucesso como se esperava, mas hoje é quase um filme de culto. Quatro anos depois dirigiu o ‘Juego de Honra’ (‘The Greates Game Ever Played’, 2005), que quase ninguém vê e nem sequer é lançado aqui.

Por esta altura o Paxton já conquistou os corações de muitos, é assim tão simples. Sua personalidade carismática e seu senso de humor tendem a vestir seus personagens, que são tão idênticos quanto diferentes, e embora pareça condenado a papéis secundários, sua paixão visível de ator faz dele um ator de primeira linha, pois como já foi dito mais de uma vez, não há atores secundários. Bill Paxton não estava.

Uma das últimas apresentações do ator foi um papel divertido em ‘Edge for Tomorrow’ (‘Doug Liman, 2014), com o qual ele parecia estar parodiando muitos de seus personagens de outrora.

Tenha uma boa viagem.

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