Christopher Nolan poderia voltar para o grande ecrã com a Warner Bros

Depois de lançar a Interstellar para aclamação da crítica, mas prejudicado pela sua falta de reconhecimento em termos de prêmios, Christopher Nolan não tinha ecoado os rumores até alguns meses atrás, quando a Forbes alegou que a nova adaptação do famoso cômico mangá, criado por Katsuhiro Otomo, seria o novo projeto de um cineasta renomado por seu trabalho, mas necessário refrescamento; a grandiloquência perpetrada, quando não consegue encontrar os meios para mostrar subtileza, tem sido punida com desdém e comparações desnecessárias.

Com a data do seu próximo filme confirmada (21 de julho de 2017), ainda não está oficialmente confirmado que Akira será o sortudo por ter Christopher Nolan como pai adotivo. Talvez o diretor esteja reservando uma surpresa característica, em busca do cobiçado Oscar para o qual ele parece não estar destinado.

De acordo com Den of Geek, a Warner Bros. está considerando produzir uma trilogia, então a experiência de Nolan em um campo de longo prazo repercute no que a empresa de produção está procurando. Apesar de ter nomes como Jaume Collet Serra e Keanu Reeves no portfólio, a possibilidade de Nolan dirigir esta peculiar homenagem a Otomo teve o seu primeiro encontro pessoal, segundo Collider. O diretor americano marcou um encontro com um dos líderes do estúdio, em busca de um acordo que lhes permitisse ficar amarrados para toda a trilogia. O que eles asseguraram da Appian Way, é a participação de Marco Ramirez como roteirista de, pelo menos, a primeira peça de Akira.

Desta forma, o mundo do cinema está assegurado de mais um sucesso de bilheteria cheio de homenagens e boas palavras, vindo de outro mundo alternativo para a cansada Marvel. No entanto, conhecendo o estilo marcado e exacerbado de Nolan, seria interessante ver como ele confia uma reviravolta na trama a um gênero recalcitrante, onde a surpresa se encontra nos efeitos especiais e, a mensagem, enterrada sob os escombros de um roteiro supérfluo. Por enquanto, só podemos chocar até o diretor desvendar o mistério que tem metade da indústria em suas mãos.

Sobre a Akira

Originalmente lançado em 1988, leva-nos até 2019, num Tóquio reconstruído sobre os pilares da antiga capital japonesa, demolido na Terceira Guerra Mundial. Opressão e tenacidade assolam uma cidade onde, ao clamor da rebelião, aparece uma figura de esperança; Akira.

Como um dos filmes de animação de maior orçamento da época (7 milhões de dólares), Akira atingiu os cantos mais intrínsecos da crítica mundial, graças também à sua atmosfera sombria e sensacionalista e ao seu brilhante retrato das ditaduras anteriores. Uma verdadeira obra de referência para o género Sci-fire.

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