Cinco defeitos e cinco qualidades de “Êta Mundo Bom” – Coisas De TV

Vocês acham que a gente está 100% nem aí pra vocês e que não lemos os comentários aqui do blog, mas a verdade é que ficamos ligadinhos nas coisas que vocês falam pra gente (até porque os comentários são moderados). Nos últimos dias recebemos vários apelos sobre um assunto específico e resolvemos atender os pedidos de vocês. Isso significa que vamos botar Disqus nos comentários? É claro que não! Mas significa que vamos fazer um post sobre “Êta Mundo Bom”.

Primeiro, eu quero deixar uma coisa clara com vocês. O conceito do “Coisas de TV” é um pouco diferente dos outros blogs onde eu e o Fábio trabalhamos. Embora gostássemos muito do que fazíamos, nos trabalhos passados nós tínhamos uma meta x de textos diários e cada um tinha uma pauta específica que não variava muito. É por isso que às vezes, mesmo quando não tinha o que falar sobre uma novela, a gente escrevia sobre ela. É por essa razão que muitas vezes líamos comentários do tipo “ah, mas vocês só fala sobre essa novela das seis que não está acontecendo nada”, mas a verdade é que eu só podia falar sobre essa novela das seis onde não estava acontecendo nada, entendem? Enfim. Aqui como o espaço é nosso, abortamos essa estratégia e preferimos trazer pra vocês conteúdo do qual realmente gostamos de falar quando temos o que falar.

Dito isso, e explicado o porquê não ter post diário sobre “Êta Mundo Bom” enquanto em outros blogs sempre teve post diário sobre a novela das seis, vamos ao post. Sei que pela escassez de posts vocês devem achar que a gente odeia o Walcyr Carrasco e que temos uma espécie de altar do mal onde colocamos uma foto dele lado a lado a da Regina de “Babilônia”, mas não é o caso. A trama das seis não é uma das minhas preferidas da vida por questão de gosto mesmo, mas não significa que a novela seja um desastre. Também não significa que ela seja perfeita. Pensando nisso, reuni aqui o que considero os cinco acertos e os cinco erros da trama das seis. Tá curioso? Confere com a gente.

As qualidades:

1. A Maria de Bianca Bin

maria-eta-mundo-bom

Se Filomena (Débora Nascimento) é uma das mocinhas mais chatas com as quais já tivemos contato, Maria (Bianca Bin) consegue o equilíbrio perfeito entre ser uma moça boa, mas não ser songamonga. Como sabemos, é muito fácil descambar pra songamolice num papel de mocinha, mas Maria é, ao mesmo tempo boa e ao mesmo tempo forte. Ela dá de dedo na cara de Celso (Rainer Cadete) quando é necessário, luta por justiçaaaaaaa mas sem encher nossos pacovás e Bianca está ótima no papel, provando que talvez seja uma das melhores atrizes de sua geração.

2. Mafalda e Eponina

Confesso que no começo eu olhava com certa desconfiança o núcleo fazenda porque: muitos núcleos fazenda ao longo das novelas de Walcyr, mas Mafalda (Camila Queiroz) e Eponina (Rosi Campos) dão uma certa graça à fazenda. Camila Queiroz conseguiu se desvencilhar bem (e rápido) do marcante papel de Angel e Rosi Campos foi aos poucos encontrando o tom certo pra personagem que podia fácil fácil descambar pro caricato.

3. Professor Pancrácio

professor-pancracio

O primeiro papel de Marco Nanini depois de anos dando vida ao Lineu de “A Grande Família” foi um acerto. O professor Pancrácio é um cara interessante, que ao mesmo tempo que tem aquele ar professoral de quem vai te ensinar verdades sobre a vida, tem também uma certa malandragem no jeito de ganhar a vida. A sacada de Nanini fazendo vários personagens diferentes para dar golpes nas pessoas da cidade foi ótima, e ele faz bem todos os disfarces. Talvez, o Professor Pancrácio seja o melhor personagem da novela.

4. O casal Gerusa e Osório

Casais de gente jovem tem um potencial enorme pra ser chato, mas eu simpatizo bastante com o casal Gerusa (Giovanna Grigio) e Osório (Arthur Aguiar). Depois de nos brindar com várias sessões de sonolência ao formar casal com Bianca (Bruna hamú) na temporada anterior de “Malhação”, Arthur Aguiar vai bem como Osório, e esse amor dos dois, que começou aos poucos e vai continuando em meio a uma doença estranha da moça nos traz certa simpatia.

5. A história de Anastácia

anastacia-e-candinho

Ok, é beeeeem clichê a história da mãe que perde o filho e depois tem que encontrá-lo com a ajuda de um medalhão, mas a história de Anastácia (Eliane Giardini) é interessante de acompanhar. Talvez pela boa interpretação de Eliane, e também pelos acasos que acontecem com ela na igreja. São boas as conversas dela com o Professor Pancrácio e são interessantes os encontros dela com Candinho (Sérgio Guizé). Tudo isso vai criando um terreno interessante para o encontro dos dois como mãe e filho que deve acontecer em breve.

Os defeitos:

1. A repetição

eta-mundo-chiqueiro

A gente sabe que todo autor tem sua “fórmula mágica”. Glorinha Perez tem mania de repetir culturas distantes e usar bordões; Manoel Carlos tinha suas helenas e só contava histórias que aconteciam no nobre bairro do Leblon; João Emanuel Carneiro só sabe construir mocinha vingativa e vilã loira; Lícia Manzo cria novelas sem vilões em que todo mundo fala abertamente sobre seus sentimentos. Apesar disso, toda vez que uma coisa se repete demais, fica chato. No caso de “Eta Mundo Bom” é um pouco cansativo todo essa lance de ter uma fazenda, guerra de comida, casal de vilões vigaristas, gente caindo no chiqueiro e etc. Até defendemos o clichê, mas tudo que é demais enjoa.

2. Filomena e Candinho

Filó é uma songamonga clássica daquelas que não conseguimos amar. O romance dela com Candinho também é daqueles que a gente mais revira os olhos do que torce para. É mais fácil a gente acabar torcendo pra Celso e Maria do que pelo casal principal. Podiam muito bem fazer um impeachment de Filó e botar Maria como protagonista dessa trama. A gente jura que não ia reclamar.

3. O casal de vilões

sandra-e-ernesto

Preguiça das armações de Ernesto (Eriberto Leão) e de Sandra (Flávia Alessandra). Além de ser um casal de vilões daqueles super batidos, Flávia Alessandra já está na sua segunda vilã loira de novela das seis, o que dá aquela impressão de que já vimos isso antes. O problema é que nós não estamos enganados: nós já vimos, só que Cristina marcou época e era muito melhor. Com isso, fica aquela impressão de que Sandra não passa de uma cópia meio malfeita e menos competente de sua antecessora. Isso sem contar os planos infalíveis da dupla. Cebolinha e Cascão em um gibi da turma da Mônica fariam melhor.

4. Severo e Diana

Diana é amante de Severo e é por conta desse relacionamento extraconjugal que a mulher de Severo morre e com isso o filho dele fica querendo se vingar e se une a Diana para se vingar do pai. Olha, já foi pior esse núcleo na época que a mulher de Severo estava viva, mas continua não bom com essa coisa de vingança. Tenho sincera preguiça na hora que esse núcleo aparece na tela.

5. Celso

celso-eta-mundo-bom

A gente segue na esperança de que vai melhorar, mas seguimos achando que a qualquer momento Celso vai chamar a irmã de absoluta ou a tia de magnânima.

E vocês? O que veem de bom e de ruim na trama das seis?

Share this:

Curtir isso:

CurtidaCarregando…

Relacionado

Deja un comentario

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Esta web utiliza cookies propias y de terceros para su correcto funcionamiento y para fines analíticos y para mostrarte publicidad relacionada con sus preferencias en base a un perfil elaborado a partir de tus hábitos de navegación. Al hacer clic en el botón Aceptar, acepta el uso de estas tecnologías y el procesamiento de sus datos para estos propósitos.
Más información
Privacidad