Clint Eastwood quase se tornou o Batman

Os anos 90 foram intensos para o Batman, pois passamos dos dois filmes de Tim Burton (1989, 1992) para os dois de Joel Schumacher (1995, 1997). Assim, com a chegada do novo século, havia muitos planos para reiniciar o personagem. Desde a versão muito sombria de Darren Aronofsky, à versão hiper-realista de Christopher Nolan que finalmente chegou aos teatros. Entretanto, havia planos para ter o Clint Eastwood como Bruce Wayne.

No início dos anos 2000, o diretor Boaz Yakin quase fez um filme de ação ao vivo do Batman Beyond, com Clint Eastwood interpretando o velho Bruce Wayne. Vinte e um anos se passaram desde que a série animada estreou, e embora não tenha convencido no início, tornou-se uma história que os fãs amam com o tempo.

As aventuras de Terry McGinnis como o Batman do Futuro também não terminaram após o cancelamento do programa em 2001, e ele ainda mantém o seu lugar no Universo DC com uma série de banda desenhada que ainda está activa. Há muito tempo há rumores de um verdadeiro filme de ação, mas eles nunca conseguiram torná-lo realidade. Nem mesmo com o Clint Eastwood como um secundário chique.

Eles nunca convenceram os executivos do estúdio de cinema.

Em agosto de 2000, a Warner Bros. anunciou que um filme de ação ao vivo do Batman Beyond estava em desenvolvimento, com Boaz Yakin como assistente de direção e co-escritor junto com os criadores do programa, Alan Burnett e Paul Dini. Na época, o estúdio ainda estava lidando com a ressaca do fracasso de Batman e Robin (1997) e procurando novas formas de revitalizar o Cavaleiro das Trevas para o grande ecrã. Yakin, Burnett e Dini propuseram um filme mais sombrio inspirado no Blade Runner, com o lendário ator Clint Eastwood interpretando o velho Bruce Wayne.

Paul Dini explicou: “Estava ambientado no futuro de Gotham, mas não tinha a vantagem fantástica e futurista. Foi uma espécie de amálgama. Havia um pouco do Dark Knight de Frank Miller, havia um pouco de quadrinhos contemporâneos e havia Terry McGinnis e o terno e tudo mais. Ele era o velho Bruce Wayne.”

Enquanto a equipe trabalhava no roteiro do filme, Paul Dini também trabalhou em um roteiro separado para o filme de animação Return of the Joker. No final, a Warner Bros. decidiu ir com o último em vez do primeiro. Segundo consta, os executivos do estúdio não eram fãs da abordagem niilista e sombria que Yakin tinha imaginado para a história, exigindo algo mais leve e familiar. Ao recusar-se a trabalhar dentro dos parâmetros do PG-13, Yakin abandonou o projecto e ficámos sem o Clint Eastwood a fazer de Bruce Wayne.

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