Este foi o roteiro de ‘TI’ (2017) que a Warner baniu por excesso de violência

Você sabia que ‘TI‘ (2017) poderia ser muito diferente? O filme de Andy Muschietti nem sequer ia ser dirigido por este cineasta. Seria Cary Fukunaga (“Detective Verdadeiro”) que traria o clássico de terror de Stephen King para o grande ecrã. Tanto Fukunaga como os roteiristas ChasePalmer e GaryDauberman propuseram uma “TI” mais próxima do livro do que qualquer outra coisa.

Mas embora tenha sido um verdadeiro sucesso, a Warner Bros. Pictures teve de banir este projecto. Ultrapassou os limites do que era possível alcançar um vasto público. No entanto, nós já sabemos detalhes desse roteiro. E é isso que vamos compartilhar com todos vocês a seguir, para ver qual versão vocês gostam mais: a banida ou a que já vimos!

A origem da Pennywise ia ser explicada.

Agora teremos que esperar pelo ‘IT: Capítulo 2‘ (2019) para descobrir, como Bill Skarsgard revelou recentemente. O próprio Skarsgard admitiu que estávamos prestes a ver uma cena da Pennywise no século XVII que contava a história da origem do palhaço aterrador. Antes de mostrar a sua aparência, a Pennywise ia estar naquela cena a atacar uma rapariga. Quando a mãe entra para salvá-la, Pennywise a possui e lhe dá duas opções: ficar e ver sua família inteira morrer ou sair e sacrificar a vida de sua filha. Por outro lado, o próprio Skarsgard admitiu que não estava usando maquiagem de palhaço naquela cena. E que havia sinais ou indicações de que tinha milhares de anos de idade.

A Fukunaga também não ousou mostrar a orgia de Beverly no final do filme.

Deve-se notar que, no romance de Stephen King, Beverly considera que ela deve ter relações sexuais com todos os membros do Clube dos Perdedores, a fim de passar à idade adulta e escapar dos esgotos no final da “TI”. No entanto, esta versão fantástica do Fukunaga também não contemplava tal cena. Enquanto Muschietti optava por um círculo de sangue ligado à amizade – mas muito simbólico – Fukunaga ia fazer uma série de cenas em que Beverly ia uma a uma levando os seus rostos e “tendo um momento com eles” para os ajudar a encontrar uma saída. Nada da orgia do romance.

Por outro lado, apenas o estupro do pai de Beverly é postulado para o último ato do filme. Andy Muschietti preferiu evitar uma cena tão nojenta. Mas Fukunaga foi muito explícito sobre o momento em questão. Ele contemplou-o, valorizou-o e colocou-o no guião que finalmente não filmou. Uma cena que pode ter sido demasiado conspícua para um filme comercial. Embora o Stephen King o tenha escrito na altura.

Os flashbacks de Pennywise cometendo assassinatos em Derry ao longo da história.

Não sabemos se acabou por passar despercebido, mas a verdade é que Pennywise é uma representação de Derry e da alma humana dos adultos. Afinal, muitos deles fizeram vista grossa ao longo do filme para o que estava acontecendo naquela cidade. Uma cidade que tem aturado a Pennywise há séculos. Precisamente, o Fukunaga queria mostrar isto através de flashbacks. Um deles voltou no início do século XIX para nos mostrar um lenhador a entrar num bar. Esse personagem começaria a matar brutalmente um grupo de jogadores de cartas. Ninguém lhe prestou atenção. Ao fundo, estava um piano tocando. Nela, Pennywise estava brincando e sorrindo docemente, revelando que ela estava controlando as ações desse indivíduo.

Outro desses flashbacks ia mostrar-nos um grupo de membros do KuKuxKlan. Este grupo caçaria um negro e mataria os habitantes e vizinhos deste indivíduo afro-americano. Desta forma, Pennywise representaria a parte podre de uma América profunda e rural. Uma América governada por absurdos e despropositados. E ódio.

A batalha final contra um aracnídeo que ia ser muito diferente: M-80s e correr!

O fim do ‘IT‘ mostrou o triunfo das crianças sobre Pennywise. Isto é, sobre os seus próprios medos. Mas Fukunaga tinha uma ideia muito diferente para essa conclusão. Primeiro, as crianças carregariam armas pesadas (bestas, motosserras); segundo, o Clube dos Perdedores atravessaria uma cachoeira invertida; e terceiro, elas veriam a verdadeira forma daquilo. Isto é: a monstruosa aparência de aranha ou tentáculo. [No romance é uma aranha] Haveria também aranhas que matariam os valentões de Derry. Mas eventualmente, as crianças usariam a força para acabar com a Pennywise. Para ser mais exacto, uma M-80 que desfazia o vilão e acabava por deflagrá-lo como um balão e explodindo.

Os pais das crianças iam ficar – ainda mais – muito chateados. Foram empurrados até ao limite!

Se já os achássemos um pouco estranhos e nojentos… Espera até leres como seriam os pais da versão do Fukunaga! Nesse roteiro, todos os pais do Loser’s Club seriam empurrados ao limite. A mãe do Eddie era tão obesa que a víamos a fazer puzzles no estômago. A mãe de Beverly, por outro lado, era uma bêbada e drogada que víamos acenando um tampão usado na frente da cara dela para explicar como as coisas funcionavam quando você tinha o período. Entretanto, os pais do Mike estavam vivos. Mas o pai estaria morrendo de câncer no segundo ato e explicaria ao filho quem é Pennywise e o que ela tinha feito em Derry no passado.

Finalmente, a polícia ia assumir um papel muito mais significativo nesse roteiro. Eles riam das alegações das crianças, sim. Mas tentavam descobrir o que realmente se passava. É por isso que havia um veterano da Segunda Guerra Mundial que seria preso pelos alegados assassinatos das crianças. Dessa forma, Fukunaga nos daria razões para acreditar que é o próprio Pennywise que, como no passado, está manipulando adultos à vontade.

Fonte: Filme de banda desenhada

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