Fale com Josh Trank diretor da CHRONICLE

Josh Trank, realizador de CHRONICLE esteve em Madrid na segunda-feira 23 de Janeiro para nos apresentar o seu novo filme e para desmentir os rumores de que seria o próximo realizador a substituir os famosos personagens de MARVEL, THE FANTASTIC FOUR. O nosso correspondente, Gustavo Martin, estava lá.

– Que influências você teve para escrever esta história?

As influências que teve são principalmente de filmes com um enredo sombrio como Akira ou especialmente Batman, e jogos de role-playing como Final Fantasy e Zelda. Ele confessa ter jogado todos os jogos da série Final Fantasy. Ele é um verdadeiro fã dos jogos de RPG da Play Station e da Nintendo. Ele quis fundir todas as suas influências em CHRONICLE, mas dando-lhe originalidade e personalidade própria.

Como foi o processo desde o momento em que o roteiro foi escrito até o momento em que foi apresentado à FOX?

A história é sua e o roteiro foi escrito por Max Landis, um amigo seu desde a adolescência, que tem influências semelhantes às suas, e tem a mesma idade. Ele escreveu o guião em três semanas. Foi apresentado à FOX e o representante da empresa ficou entusiasmado com o projeto desde o início. Ele acabou sendo o produtor, e ele era tão nerd quanto eles, então eles se deram bem. Acabaram por falar durante cerca de 3 horas sobre jogos de consola e filmes de que gostam em comum.

– A FOX impôs alguma mudança no roteiro?

FOX fez a condição de que o filme fosse adequado para crianças de 13 anos de idade ou mais, por isso tiveram que adaptar o vocabulário e censurar algumas cenas com alto conteúdo sexual. Em vez disso, as cenas de sexo são insinuadas. Por outro lado, eles não têm tido muitos problemas com a questão da violência, pois normalmente não monitorizam estas questões de muito perto.

– Como você escolheu o título do filme?

Quanto ao título do filme, fiquei claro que seria CRÔNICA desde o início. Na FOX lhe perguntaram se ele tinha certeza sobre este título, e ele estava um pouco assustado que eles mudariam o nome para algum ridículo como Ultra Equipo ou algo similar, ele desviou o assunto e eles não insistiram mais. O filme é uma crônica do que o protagonista está passando e ele o grava com sua câmera.

– Como surgiu a ideia de filmar o filme com uma câmara em primeira pessoa?

Quando eu era mais jovem, sempre fui eu quem carregava a câmera e filmava para os amigos porque tinha o melhor pulso para filmar. Isto foi transferido para o filme que é exibido gravado em primeira pessoa através de uma câmera caseira carregada pelo protagonista. E ao contrário de outros filmes anteriores rodados no mesmo estilo, ele tentou evitar que a câmera se movimentasse, já que, pessoalmente, ele tem uma sensação de vertigem.

– O que nos pode dizer sobre a banda sonora?

O filme não tem música de fundo, mas a música que se ouve tem de fazer parte do momento real, como música do rádio do carro, ou de um concerto, etc. Portanto, há mais músicas do que num filme normal, apesar de não terem muito orçamento para a música.

– Existem questões que permanecem inexplicadas, por exemplo, o que encontram no buraco no chão?

A história tenta mostrar as experiências e sentimentos dos personagens principais, mais do que dar uma explicação do porquê dos eventos acontecerem. Em passes anteriores nos EUA para adolescentes, ele recebeu muitas notas pedindo explicações, por exemplo, sobre o que estava no buraco no chão. Ele estava meditando se deveria dar explicações no final do filme, mas no final chegou à conclusão de que o importante eram as sensações e sentimentos que os pessoais transmitiam e não uma explicação do porquê.

– Você está planejando fazer a segunda parte do filme, e os rumores de que você vai dirigir os quatro filmes fantásticos?

Se o filme tiver o sucesso esperado na bilheteria, você está planejando dirigir a segunda parte. Quanto aos rumores de que ele vai dirigir os Quatro Fantásticos, ele nos disse que acordou uma manhã com 50 e-mails de felicitações sobre o assunto, mas que não tem notícias sobre ele. Portanto, ele nega estes rumores.

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