Filmes e jogos de vídeo. Parte II: Quando Hollywood continua a desperdiçar boas histórias.

Continuando com nosso artigo especial sobre Cinema e videogames iniciado em cineralia.com e também compartilhado em www.cinemascomics.com graças à excelente colaboração entre blogs, continuamos onde paramos no artigo especial anterior sobre Cinema e videogames.

Assim, em 2006 foi lançada a adaptação de ‘Silent Hill’, considerada pelos amantes de videojogos como a melhor adaptação para o celuloide; onde o filme apresentou Sean Bean (‘Game of Thrones’ e ‘The Ring Community’) e Radha Mitchell (‘Pitch Black’), cuja sequela acaba de ser lançada em 2012. Os críticos não estavam tão entusiasmados com isso.

Depois destas, houve outras tentativas, novamente de jogos temáticos de luta, como é o caso de “Dead or alive” (2006) e “Tekken” (2010), ambas de muito baixa qualidade e repudiadas por torcedores e espectadores em geral.

Outra adaptação de um videogame que quase ninguém gostou foi realizada por Xavier Gens, com Timothy Oliphant (‘La Jungla 4.0’) como Agente 47 em 2007. Se você ainda não sabe de que filme estou falando é que você não gostou dos videogames em que o filme foi baseado, ‘Hitman’, que lançou recentemente um novo jogo para a última geração de consoles e computadores (ainda o último, em breve saberemos quando a próxima geração).

Prefiro apenas mencionar de passagem as infames sequelas de adaptações medíocres de videojogos, exemplos claros deste ataque ao público sendo filmes como ‘Sozinho no escuro II’ (2008) ou ‘Mortal Kombat: Annihilation‘, de 1997.

Vou me concentrar apenas em longas-metragens de carne e osso, deixando de lado exemplos como ‘Pokemon’ ou filmes japoneses sobre ‘Street Fighter’, ‘Tekken’ ou ‘Resident evil‘, que são muito melhores do que as adaptações americanas.

Voltando ao menos a adaptações questionáveis, é inevitável falar sobre aquele disparate chamado ‘Max Payne’ lançado em 2008; que deixou todos os fãs nervosos com aquela mistura de enredo plano e desempenho inexpressivo de Mark Walhberg (‘Ted’). Os fãs da saga só foram compensados com o lançamento de ‘Max Payne 3’ para Xbox 360, PS3 e PC; um grande título que recupera os bons sentimentos oferecidos anteriormente, desenvolvido pelos génios da Rockstar Games.

Tentei adiar este momento, mas não tenho escolha, devo falar do “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo”. Meu cérebro, como um mecanismo de defesa, bloqueou qualquer memória armazenada deste tijolo lançado em 2010. Um filme que a coisa mais agradável que se pode dizer sobre ele é que é apenas divertido. É engraçado que, mesmo quando tento, não me lembro de nada sobre isso.

Também proliferaram as homenagens aos videojogos, quer sob a forma de pequenos filmes (realizados por profissionais ou fãs) de jogos específicos; quer sem reflectir qualquer especial, apenas a estética ou a criação de um novo, como nos casos de ‘Tron’ (1982) e da sua fracassada sequela ‘Tron: Legado‘ (2010). Devemos também destacar o humor peculiar do ‘Scott Pilgrim contra o Mundo’ (2010) ou o maravilhoso ‘Ralph’s Break! (2012); onde esta última inclui uma multiplicidade de homenagens a videojogos de diferentes décadas e consolas.

Agora, o que nos espera é uma avalanche de adaptações, já que Hollywood não conseguiu resistir a tentar apertar o ganso dourado que representa a indústria dos videojogos, que não só não foi afectada pela crise global (em geral, já que alguns estúdios lendários caíram, como o THQ), como jogos como o ‘Halo 4’ e o ‘Call of Duty: Black Ops II‘ registam melhores vendas do que a grande maioria dos blockbusters de Hollywood.

No próximo especial, vamos rever todos os grandes videogames que serão trazidos ao cinema nos próximos anos; como ‘Assassin’s Creed‘ ou ‘God of War‘, para mencionar alguns dos mais notáveis e amados pelos jogadores.

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