Jamie Foxx e Ashton Kutcher no filme “Ruas em Chamas”, um amigo da polícia.

Jamie Foxx é um detective de Chicago que segue as regras à risca enquanto tenta manter a sua raiva sob controlo. Ashton Kutcher é um polícia arrogante e problemático. Quando são obrigados a colaborar em um caso, o ódio floresce instantaneamente. Isto pode ser o início de uma grande amizade… ou de um grande romance. Algo entre estes dois sentimentos é o que normalmente une os filmes de amigos e o que estes dois personagens vão sentir em ‘Ruas em Chamas’, um novo filme – ou, acho eu, uma saga – de colegas polícias.

O filme é baseado em um roteiro de Justin Britt-Gibson, que havia sido incluído na Lista Negra de 2009. Como expliquei em outra ocasião, esta lista negra inclui os roteiros que foram considerados bons, mas que Hollywood ainda não produziu… ainda. Os parceiros terão de apanhar um bando de assassinos que estão a interceptar os negócios de droga da cidade e que acabarão por ser polícias corruptos. Este último soa como um estribilho da reviravolta final, mas acho que não estão a jogar um jogo de surpresa com uma revelação como a vista aqui, por isso imagino que o interesse no filme virá de outro lado. Ultimamente, os filmes-amigos estão a dar origem a comédias: o próximo Kevin Smith: ‘Cop Out’, e a paródia britânica de todos os tópicos do sub-género que chegou até nós em 2007: ‘Hot Fuzz’, que teve grandes momentos. Portanto, a ousadia de fazer um filme sério agora mostra coragem. Que terá toques cómicos é algo que tomamos por garantido, não só porque é o que Kutcher faz de melhor, mas também porque… a grande visão é nossa… dizem-no nas informações que fornecem sobre o filme. Mas mesmo que tenha alívio risível, tratar-se-á seriamente, não como uma paródia; mais ou menos na linha da “Arma Mortífera“.

Vendo que, além disso, reproduz todos os esquemas que estrelaram Danny Glover e Mel Gibson: polícia negro sério, polícia chulo branco mais jovem, relação amor-ódio, polícia chulo jovem se mete em apuros polícia rigoroso … bem, que, como repete o mesmo, é bastante preguiçoso abordar outra proposta em uma linha tão semelhante. Entretanto, o fato de o roteiro estar na Lista Negra e ter sido assinado por um jornalista do Washington Post, autor de um artigo muito bem conceituado sobre relações inter-raciais, nos daria esperança de que o produto pudesse estar certo.

Ainda não se sabe quem vai dirigir o filme, que tem entre seus produtores o próprio Kutcher, dono de uma produtora: Katalyst Films.

Via | Pajiba (não, a sério, “pajiba”).

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