Os melhores filmes de Bruce Willis

Nesta sexta-feira passada, ‘Red 2’ (id, Dean Parisot, 2013) chegou aos cinemas de toda a Espanha, uma nova demonstração do enorme carisma que Bruce Willis possui quando se trata de elevar um filme acima do seu verdadeiro interesse, graças à sua mera presença. No entanto, isso nem sempre é suficiente e nos últimos anos quase se tornou uma rotina vê-lo em alguma situação insuportável, mas Willis é um dos poucos atores que só por aparecer nele consegue criar pouco menos do que a necessidade de ver um filme que tem toda a aparência de ser um golpista ultrajante.

Felizmente para todos, Bruce Willis também já foi visto em vários filmes importantes ao longo da sua longa carreira, por vezes recorrendo ao seu inesgotável carisma e outros fazendo uso de alguns recursos interpretativos utilizados com menos frequência do que o desejado. Hoje quero focar no lado mais interessante da sua carreira e dizer-vos o que considero serem os melhores filmes estrelados por Bruce Willis, entre os quais já vos posso dizer que o simpático ‘Red 2’ não se encontra. Aqui vamos nós.

Doze Macacos

Acredito firmemente que há muito abuso do status de obra-prima quando se trata de avaliar filmes, mas este filme de Terry Gilliam é um dos poucos que eu considero como tal. Um roteiro emocionante e elaborado criado a partir do mítico ‘La Jetée‘ (id, Chris Marker, 1962), a encenação imaginativa do diretor e a precisão mostrada nesta ocasião – Gilliam sempre teve a tendência de se dispersar, deixando-nos com sequências tão poderosas quanto toda a obra era irregular – e o soberbo trabalho de seus protagonistas, especialmente Brad Pitt e o próprio Willis, fazem dele um filme essencial que eu não encontro nada que me incomode menos.

Crítica no Blogdecine:

“O protegido”.

Já te falei do “O Protegé” (“Inquebrável”, M.). Night Shyamalan, 2000) quando te falei de cinco sequelas que acho que deveriam ser feitas, então, para não me repetir muito, vou apenas elogiar a forma meticulosa do seu diretor para propor uma história de super-herói sem que tenhamos conhecimento dela até muito tarde no filme, ao mesmo tempo em que nos deleita novamente com seu inegável talento para encenação – de alguns filmes de Shyamalan podem ser ditas coisas muito ruins, mas é raro encontrar algo discutível em seu trabalho de direção. Com foco em Willis, ele compõe um caráter muito humano que envolve o interesse do espectador muito em breve para não deixar ir novamente até que os créditos finais apareçam, sendo também muito grato pela presença de Samuel L. Jackson.

Cidade do Pecado

Cidade do Pecado

Há muito que perdi o interesse em adaptações que apenas reproduzem o material de origem com precisão milimétrica, pois não estou interessado em ver uma tradução cinematográfica, mas sim uma entidade minha que respeita o material de origem e oferece a sua própria voz. Dito isto, pode parecer contraditório incluir este salto para o cinema de uma das famosas criações de Frank Miller, mas durante a sua visualização fico tão deslumbrado que não me importo de passar soluções – o uso da voz-off a cada duas ou três vezes para nos dizer coisas que já estamos a ver acontecer – que, noutros casos, podem incomodar-me até limites insuspeitos. Além disso, a história protagonizada por Willis é a minha favorita entre as que estão incluídas, por isso é mais uma razão para que apareça precisamente nesta lista.

Selva de Vidro’ e ‘Selva de Vidro III: Vingança

Die Hard III: Vingança

John McClane foi o personagem que merecidamente fez de Bruce Willis uma estrela, e poucos amantes de filmes de ação ficarão surpresos que suas melhores aventuras sejam justamente aquelas dirigidas por John McTiernan. Sei que o mais ortodoxo teria sido optar apenas pelo primeiro, onde tudo funciona como um relógio, mas poucos filmes na minha vida me ofereceram tanta diversão e entretenimento quanto o terceiro as inúmeras vezes que o vi, onde ficou claro como sua química é ótima com Samuel L. Jackson – por que não trabalharam juntos mais vezes? – e como Willis é maravilhoso em trazer à vida um herói quebrado, quase paródico, ao invés de um super-homem com quase nenhuma personalidade, como aconteceu no horrível quinto filme.

Comentários sobre o Blogdecine:

Ficção de Polpa

Ficção de Polpa

Meu parceiro Alberto até fez uma lista de 500 filmes que ele achava superiores a este segundo longa de Quentin Tarantino, mas acho que no melhor dos casos ele poderia listar 300 títulos que eu considero superiores a ‘Pulp Fiction‘ (1994), incluindo pelo menos um do mesmo diretor. É óbvio que os seus diálogos, que em alguns casos podem ter sido algo ultrapassados, são o seu ponto forte, mas as histórias particulares envolvem com uma facilidade comparável ao extraordinário bem-estar do todo, para não mencionar um elenco tão amplo quanto os esforços de todos eles para dar o seu melhor – ou pelo menos fazer o seu melhor para o fazer.

Bruce Willis é John McClane.

Antes que as pedras sejam atiradas a mim por ter incluído ou deixado de fora um determinado título, gostaria de lembrar que esta é uma escolha pessoal e eu terei prazer em participar com qualquer comentarista que respeitosamente queira questionar qualquer uma das minhas escolhas. Como uma nota desnecessária, mas estou disposto a fazer, tem me machucado deixar de fora fitas como ‘Moonrise Kingdom‘ (id, Wes Anderson, 2011), ‘Looper’ (id, Rian Johnson, 2012), ‘Planet Terror‘ (id, Robert Rodriguez, 2007) ouThe Sixth Sense’ (‘The Sixth Sense’, M. Night Shyamalan, 1999). É a tua vez.

Deja un comentario

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Esta web utiliza cookies propias y de terceros para su correcto funcionamiento y para fines analíticos y para mostrarte publicidad relacionada con sus preferencias en base a un perfil elaborado a partir de tus hábitos de navegación. Al hacer clic en el botón Aceptar, acepta el uso de estas tecnologías y el procesamiento de sus datos para estos propósitos.
Más información
Privacidad