Osamu Tezuka’s ‘Buddha’ e ‘The Knight Princess’ a serem exibidos

Buddha‘ e ‘The Knight Princess’, de Osamu Tezuka, são obras de um tipo muito diferente. A primeira é uma saga de tamanho médio, publicada em Espanha em 10 volumes, que conta a biografia de Siddhartha, fundador do budismo, e que não tem nenhum problema, incluindo a crítica à religião e uma revisão da história, feita de uma forma muito pessoal.

A minha opinião é que é um grande trabalho e que tem muitas das características do mangaka, como o humor metalinguístico, mas gosto menos do que outras sagas de comprimento semelhante, como ‘Adolf’ ou ‘The Shadow Tree’, talvez porque as ideias do budismo produzem em mim uma rejeição ideológica, ou seja, por uma razão que tem pouco a ver com os méritos de Tezuka.

A “Princesa Cavaleiro” (“Ribon no Kishi”), porém, está dividida em apenas três volumes e é uma das poucas mangas sojo que Tezuka criou, ou seja, o que poderíamos chamar de manga para meninas. Mas mesmo dentro deste rótulo, o que os japoneses estão falando ainda é muito diferente dos clássicos da soja, uma vez que as coisas caseiras habituais neles são evitadas graças ao humor e às aventuras loucas.

É uma obra altamente recomendada e, se há algo que lhe pode ser atribuído, é que, devido à forma como foi escrita e publicada e ao facto de Osamu Tezuka ter abandonado a sua criação para a retomar mais tarde, não tem uma linha de enredo muito clara, mas antes dá algumas voltas entre um volume e outro. Mas isto também pode ser visto como parte do encanto.

A produtora Tezuka Productions anunciou recentemente que planeja lançar os filmes de animação baseados nessas duas obras de mangá até o final de 2010, aproximadamente.

No caso do ‘Buda’, será a primeira vez que este trabalho vê a luz na animação. Entretanto, ‘The Knight Princess’ já tem um filme, lançado em 1994, e um anime de 52 episódios chamado ‘Ribbon no Kishi’, que começou a ser transmitido nos anos 60.

Já sabemos, graças a inúmeras notícias, que a adaptação para o cinema 3D do ‘Astro Boy’ está a caminho. Também tínhamos anunciado que “MW”, uma manga mais curta do que as mencionadas no primeiro parágrafo, seria movida para o grande ecrã e que eu pessoalmente a acho magistral. Criada nos anos 70, contém uma crítica política às armas nucleares e é muito controversa para o Japão daquela época, pois introduz o tema da homossexualidade.

Mais informações sobre Osamu Tezuka no Blogdecine.

Via | Ramen para dois.

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