Revisão de “O Retrato de Dorian Grey

O Retrato de Dorian Grey é um filme que permanece no meio do terror e do drama. Quando um jovem Dorian Gray (Ben Barnes, mais conhecido pelo seu papel como Príncipe Cáspio na saga de As Crónicas de Nárnia) De extraordinária beleza e grande engenhosidade, chega a Londres vitoriana, é atraído para um redemoinho social pelo carismático Henry Wotton (Colin Firth). Então ele apresenta Dorian aos prazeres hedonistas que a cidade tem a oferecer. Basil Hallward (Ben Chaplin), artista da sociedade e amigo de Henry, pinta um retrato de Dorian que pretende captar toda a força da sua beleza juvenil. Quando o quadro é apresentado, Dorian faz uma afirmação frívola: eu daria tudo para ficar como aparece no retrato, até mesmo a sua própria alma.

Encorajado por Henry, Dorian continua com suas loucas aventuras, mas, enquanto parece permanecer inocente e belo como sempre, seu retrato, agora guardado no sótão, fica mais feio e horrível com cada mal que ele comete. Parece que agora ele pode satisfazer qualquer desejo proibido sem qualquer consequência para si mesmo. Mas quando Basílio insiste em ver o retrato, Dorian é obrigado a assassiná-lo e a fugir do país.

Revisão do filme “O Retrato de Dorian Grey

Nova versão do clássico de Wilde, que se adapta aos nossos tempos para nos mostrar o que a adaptação de 1945 dirigida por Albert Lewin não ousava, há muitas diferenças entre o clássico e o atual, o mais óbvio é mostrar todas as imagens tórridas do sexo e da homossexualidade de seus personagens. Quanto à história, apesar da sua extensão, tem duas secções, a primeira progride muito rapidamente sem desenvolver praticamente a relação entre os personagens principais, como Basil Hallward chega a Dorian para pintar o seu retrato. Isto está bem resolvido no clássico que começa no estúdio do pintor que já pintou Dorian, mas eles não desenvolvem o pacto que permanece como algo testemunhal e que faz o personagem de Firth, como mero representante do diabo, para dar vários exemplos.

E embora a versão de ’45 tenha mudado muitos detalhes, foi mais fiel ao trabalho original do Wilde do que esta nova versão. Infelizmente, isso está muito na moda para escritores de cinema, que não adaptam um romance, mas sentem a necessidade de fazer algo próprio, não entendendo entre adaptar e escrever um roteiro original.

A história não consegue envolver o espectador, embora seja salva de queimar graças às interpretações de Colin Firth, Ben Chaplin e sobretudo do seu protagonista Ben Barnes, que sabe transmitir perfeitamente todos os processos pelos quais o seu personagem passa da ingenuidade e inocência de um jovem inexperiente à alma atormentada pelos seus próprios pecados. Em suma, uma nova versão que é desnecessária e sem importância. A minha nota de 1 a 10, um 5.

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